Bruxaria Caminho da Lua

Sagrado Feminino: A Lua, Deusa e a Mulher

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Você já reparou na relação que a Lua, Deusa e a mulher tem em comum? No post de hoje iremos dar um passo a diante no estudo sobre o sagrado feminino, onde aprendemos a nos conectar à nossa essência sagrada.

Se há algo nessa vida que atrai a atenção do ser humano, é a Lua. E isso não se trata de algo novo, mas sim antigo. Quanto mais reviramos a história do ser humano em eras passadas, mais nítido torna-se o pensamento de que tudo o que é incompreensível, é mágico.

No post de hoje quero falar um pouco do motivo da Lua ser tão ligada á figura da mulher. Falarei de maneira simples a simbologia que nos conecta á esse satélite.

Quero que você reflita sobre o que é dito nesse post. E se possível, faça anotações ligadas á fases da Lua para um processo de autoconhecimento ligado ao emocional.

A simbologia da Lua

Em nossa sociedade, o Sol é visto como brilhante, que nos motiva e enche de energia para externalizar. Só que a Lua é o oposto, sua energia é voltada para o interno. Inclusive, na astrologia isso é perceptível, pois o Sol representa a forma como nos apresentamos ao mundo, e a Lua rege nossas emoções (mundo interno).

Enquanto um é luz, outro é sombra e escuridão. Muitas pessoas acreditam que escuridão e sombra tem um significado negativo, ligado ao mal. Mas na bruxaria moderna aprendemos que não é bem assim.

Na sombra escondemos algo, que para enxergar precisa chegar bem pertinho. Simbolicamente, a sombra e a escuridão se referem ao nosso inconsciente. Tudo aquilo que é incontrolável, incompreensível e até mesmo assustador para a nossa consciência, permanece escondido na sombra do inconsciente.

Ou seja, o Sol pode representar o consciente (aquilo que podemos ver com clareza) e a Lua representa o inconsciente (aquilo que não vemos com clareza, e até mesmo negamos a existência).

No céu escuro, onde há ausência de luz que clareia o caminho (falta de consciência), temos a figura da Lua que tem iluminação fraca, pois trata-se do reflexo do Sol. Quando iluminado pelo reflexo do consciente (sol), somado às emoções (lua), temos acesso à uma partícula do nosso eu que fica escondido.

Exemplos dentro das figuras folclóricas

Para ficar mais fácil irei exemplificar a teoria dita acima.

Dentro das figuras de fantasia que são popularmente conhecidas, usarei o exemplo dos vampiros e dos lobisomens.

O que eles tem em comum?

  1. São criaturas não humanas, são consideravelmente mais fortes, e são fortemente ligados ao seus instintos.
  2. Eles não aparecem durante o dia, somente à noite.

Diferente dos humanos, essas criaturas podem até ter algum lado racional, mas é o instinto que fala mais alto. O instinto é ligado ás emoções, pois ele não irá pensar que é ruim matar os humanos para se alimentar ou sobreviver. Ele o fará pois sente fome e sente o perigo.

Sentir. Eles sentem. Não pensam.

O segundo ponto é que são criaturas que aparecem à noite, sendo que o dia é prejudicial á eles. No caso do vampiro, principalmente. Você lembra do que eu disse anteriormente? O dia é o consciente e a noite o inconsciente?

No inconsciente encontramos o quê? Instinto, traumas, emoções que fingimos não existir. O lobisomem e o vampiro. Por isso eles aparecem á noite, pois é o momento em que há maior conexão com aquilo que durante o dia eles não se permitiriam fazer.

O ciclo da Lua

Outro ponto da Lua, e que muitos torcem o nariz, são suas fases. A Lua é cíclica. Como vivemos em uma era repleta de tecnologia, tornamo-nos capazes de compreender que isso envolve a sombra de nosso planeta e a luz do Sol. Só que ainda assim as fases da Lua são importantes para nós.

Assim como a Lua, as mulheres também são cíclicas. Com certeza você lembrou do seu período menstrual. Isso comprova, uma vez mais, a ligação que temos com esse asteroide. E queiramos ou não, ela tem um impacto em nossa vida.

Sabemos que a Lua influencia nas marés e nos comportamentos dos animais. É cientificamente comprovado, inclusive, que tem relação ao posicionamento do asteroide com o Sol e o nosso planeta. Tudo trabalha com o campo magnético, e demais terminologias que nós reles mortais não compreendemos.

Mas que conseguimos entender que funciona.

Queiramos ou não, somos influenciados pelos ciclos da Lua, e até mesmo pelos demais planetoides do sistema solar.

Por conta disso é comum que dentro das culturas e mitologias antigas tenhamos alguma figura que represente a Lua. Dentro da Wicca temos a figura da Deusa tríplice.

A Deusa das bruxas

Na Wicca, e na bruxaria moderna, a Deusa é retratada em sua forma tríplice. Muito disso é comentado, e quando estudamos as mitologias pagãs, conseguimos ver que era um pensamento bem comum e antigo.

Basicamente entendemos o seguinte, a Deusa tem três formas: donzela, mãe e anciã. Cada uma delas é representada por uma face da Lua, sendo respectivamente: crescente, cheia e minguante.

Na face donzela, a Deusa é jovem, virgem, pura. Retrata a fase da adolescência. Aquela fase que ainda nos desenvolvemos, apenas crescemos e temos de nossa inocência pueril.

Na face mãe, a Deusa está fértil, podendo gerar nova vida e nutri-la com seu amor maternal. Por isso a Lua Cheia a representa, por nos lembrar a barriga de uma mãe no período gestacional. Nessa fase deixamos de ser donzelas, para sermos aquelas que darão vida á outro ser. Toda a nossa energia está fluindo para aquele pequenino ser que tanto depende de nós.

Na face anciã, representada pela Lua Minguante, já estamos velhas, por assim dizer. Vivemos o bastante para guardar sabedoria conosco. Lembram da metáfora da sombra e escuridão explicada anteriormente? Ela é atribuída nessa fase.

Quando você chega perto de seus avós e tios-avós, quantas histórias eles te contam. Quantas dicas eles te dão. Quantos ensinamentos repassam para nós. A face anciã representa essa sabedoria que tanto é guardada por anos, e que em breve se finda com a morte. Como na bruxaria tudo se trata de um ciclo, após a morte vem o renascimento.

Dessa forma, o ciclo começa novamente.


Leia também: Sagrado feminino – introdução á reconexão |A Deusa sagrada da bruxaria


O ciclo menstrual e a Lua

Se formos reparar com atenção, passamos por esses ciclos todos os meses. Basta lembrar que a face mãe é o período fértil da mulher. A menstruação representaria a face anciã, onde tudo se destrói. Mas nos dias seguintes, retornamos para a face donzela, que antecede o período fértil.

Todos os meses entramos em contato com essas três faces em nosso interior.

Vamos um pouco mais a fundo.

Já reparou em qual lunação ocorre seu período fértil? Ou quando ocorre sua menstruação?

Não? Então vou compartilhar esse ensinamento da autora Mirella Faur.

Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclo menstruais, determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação.

Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a lua negra, a mulher pertence ao Ciclo da lua branca. Como o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.

Quando a ovulação ocorre na lua negra e a menstruação na lua cheia, a mulher pertence ao Ciclo da lua vermelha. Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior em vez do mundo material.

Lua branca – boa mãe | Lua vermelha – bruxa, maga, feiticeira.

Caso não tenha entendido o motivo de a Lua ser ligada á mulher, basta lembrar que ambos tem um ciclo de aproximadamente 28 dias. Somos seres cíclicos.

Entrando no mundo interno da Lua no ciclo menstrual

Já entendemos que a Lua rege as emoções, e sua simbologia refere-se ao inconsciente. Também entendemos que o ciclo menstrual também segue o ciclo da Lua, ocorrendo a cada 28 dias.

Não é a toa que durante a menstruação nos tornemos mais sensível e emotivas. E a intensidade pode depender da fase da lua em que a menstruação e ovulação ocorrem.

Quando falamos na face mãe, estamos trabalhando com a energia criativa. Se não há um filho sendo gerado, então temos o campo das ideias sendo gerado e nutrido. Muitas mulheres, nessa fase, entram em conexão com a intuição e recebem insights para seus projetos de vida e trabalho.

Essa fase de ovulação é um momento ideal de entrarmos em contato com a energia criativa. Aquela que cria a atividade.

Já a fase da menstruação é uma fase de destruição e limpeza. Por conta dos sintomas físicos que temos, o nosso emocional pode estar mais sensível. É uma fase ideal para pegarmos alguns objetos do inconsciente e ressignificá-los, purificando e limpando.

É muito comum que algumas mulheres busquem o conforto de suas camas e o silencio ao invés da atividade produtiva. Pois sentem que o corpo precisa de um momento de descanso para fazer a limpeza.

Outras sentem a necessidade de expressar sentimentos através de pinturas, escrita, leitura. Pois é uma forma de trazer ao consciente aquilo que permaneceu escondido debaixo do tapete da inconsciência.

Aproveite para anotar o que você costuma fazer nesses dias. E quando não ouve o que seu corpo pede, como ele reage (cólicas fortes, dores de cabeça, inchaço no corpo, mau humor).

Conclusão

No post de hoje compreendemos que a Lua representa o eu interior, o mundo interno que dificilmente é mostrado para o mundo externo. Podemos acessar esse mundo interno durante nosso ciclo menstrual, que é o momento em que nos tornamos mais sensível e emocionais.

Além disso, somos seres cíclicas como a Lua, passamos pelas três faces da Deusa. Podemos entender, então, que a nossa face mãe é a que nos permite o maior momento de criatividade, onde não geramos um filho, mas sim ideias.

Fontes

Fatos Desconhecidos – Como a Lua influencia as marés?

2 Comments

  1. Vim buscando informções sobre a lunação, e encontrei muito mais, amei a explicação da nossa ligação com a lua .Simplesmente perfeito!

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