Sagrado Feminino – Introdução á reconexão

sagrado feminino

O sagrado feminino é um assunto que tem ganhado cada vez mais atenção das mulheres que buscam se reconectar com sua essência. Estudando um pouco mais sobre o assunto, conseguimos notar que estamos apenas nos reconectando á algo antigo.

Hoje dou início á uma série de posts que refletem sobre o sagrado feminino. Uma vez por semana irei liberar os posts com algo novo, onde podemos aprender um pouco mais sobre essa filosofia de vida feminina.

Também irei fazer referências á bruxaria natural, que é uma filosofia de vida que resgata esse sagrado feminino.

Então, se você deseja saber o que é o sagrado feminino, e se reconectar á ele, embarque nessa jornada comigo.

Ao final de cada post eu irei deixar uma recomendação de leitura para você aprender mais sobre o assunto.

Vamos lá?

O que é o sagrado feminino?

O sagrado feminino é um assunto amplamente discutido dentro da bruxaria moderna. Quando as pessoas ouvem falar da Wicca, ficam pasmas em descobrir que o cerne de toda a religião é uma figura feminina. Principalmente que busca-se o equilíbrio entre masculino e feminino, onde nenhum se sobrepondo ao outro.

Wicca e bruxaria moderna irão olhar para o ser humano e dizer “tu és divino”. Aprendendo sobre as mitologias pagãs, podemos notar que Deuses e Deusas andam lado á lado, cada um responsável por cuidar do equilíbrio de uma parte da vida.

Muitos autores pagãos contam sobre o culto ao sagrado feminino. Deusas surgiram para representar aquilo que os homens (quanto á ser humano) não eram capazes de compreender. Afinal, como a mulher conseguia gerar uma vida dentro de si? Por que as mulheres sangravam todo mês?

Esse feito misterioso que somente as mulheres conseguiam, começou á ser considerado algo mágico.

O melhor disso foi a capacidade de observar que elas sangravam juntas em certas fases lunares.


Leia também: A Deusa sagrada da bruxaria


A relação da Lua com a Mulher

Era como se a Lua influenciasse as mulheres, como se existisse uma conexão poderosa ali.

Parecia tão conectada com a natureza, que não se demorou para que a Lua ganhasse uma conotação feminina, simbolizando a Deusa. Seria uma figura feminina que criou o mundo, por ela ser capaz de gerar vida e nutrir. Não se espante, na mitologia grega essa figura é denominada de Gaia, a mãe de todos os deuses, Mãe-Natureza.

Em diversos panteões antigos encontramos figuras que representam esse aspecto da criação da vida. A maioria deles são representadas por figuras femininas.

Quanto mais a mulher fosse ligada á essa magia tão misteriosa de dar vida, maiores eram seus papéis dentro de aldeias e vilas. Eram as mulheres que auxiliavam as outras no trabalho de parto, trabalho esse que permaneceu até os tempos de meus avós, são as famosas parteiras.

Eram mulheres que curavam, observavam os males e faziam suas curas medicinais naturais. Um chazinho de camomila para afastar o estresse e a raiva. Um banho de sal grosso para espantar as más energias e limpar nosso ser. Coisas que permanecem até os tempos atuais sob o nome de “simpatias”, que um dia foram utilizados por homens e mulheres para atrair o que era desejado.

Com o passar dos anos, o homem passou á entender que ele também era necessário para gerar vida. A mulher não fazia tudo sozinha e magicamente. Lentamente os homens começaram á se equiparar ás mulheres.

Tudo começou á ruir quando o cristianismo se instaurou.

Desconectando com a essência feminina

Não irei me ater sobre a caça ás bruxas, apenas quero trazer um ponto essencial de toda essa balburdia: a desconexão da mulher com sua essência.

Até então, as mulheres eram empoderadas e muito estimadas por conta da sua conexão natural. Quando a caça ás bruxas estendeu seu papel religioso para o político, a mulher tornou-se um dos principais alvos. Afinal, as pessoas sempre se referiam ás bruxas no feminino, mesmo que homens e crianças também sofressem na Inquisição.

Mas a questão toda é que esse movimento tirou as mulheres dos campos, as trazendo para a cidade e mantendo-a presa dentro de casa. Lentamente elas passavam a desejar se casar, ter filhos, e servir o marido.

Não havia mais conexão com ela mesma, passando a viver em função do outro.

Até chegarmos nos tempos atuais onde as mulheres odeiam menstruar, desejando serem homens. Vendo o sangue menstrual como algo sujo e fétido. Horrorizando as cólicas menstruais, as mudanças de humor, e demais sintomas físicos do ciclo menstrual.

Odiando ser mulher.

O sagrado feminino pede que a mulher cancele esse tipo de pensamento, e passe a nutrir a si mesma com amor e carinho. Dessa forma, torna-se consciente ao próprio corpo e se reconectar á natureza.

O que esperamos do sagrado feminino?

Podemos dizer que o sagrado feminino seria a energia feminina que todos nós temos. É uma energia da Lua, misteriosa e criadora, que se conecta com a natureza.

Algumas mulheres que se conectam á essa energia, conseguem desenvolver sua intuição e relação íntima com a Grande Deusa. Há aquelas que seguem rituais no período menstrual, onde usam seu sangue para plantar a lua. Há outras que buscam resgatar a energia feminina e equilibrar com a masculina.

Cada um tem sua intenção com a energia feminina. Mas basicamente o que queremos tratar aqui é o amor dado á si próprio, de se enxergar como sagrada.

Por conta dessa relação com o paganismo, é muito comentado sobre a figura da Grande Deusa. Por isso, não estranhe.

Cada mulher poderá ter sua forma de se reconectar ao sagrado feminino. Pode por estudos sobre o assunto, adquirir hábitos mais saudáveis para o seu corpo, etc.

Por isso, nessa série de postagens irei trazer o conhecimento teórico. Quero te fazer refletir sobre o sagrado feminino, á ponto de encontrar uma prática saudável para se reconectar á ela.

Lembrando que tudo isso gira em torno de um processo cíclico. Ou seja, cada mulher tem o seu tempo de desenvolvimento. Tenha paciência, pois cada segundo é um aprendizado imenso.

O que esperamos do sagrado feminino?

Muito bem, entendemos do que se trata o Sagrado feminino. Agora, o que você pode esperar dele já é outro assunto.

Basicamente é um processo de autoconhecimento e despertar da consciência. Isso porque você irá reaver sentimentos e emoções, buscar entendê-los e ressignificá-los. Por que você odeia sua menstruação? O que costuma fazer durante seu ciclo menstrual?

É um momento de refletir o que tem feito até então e entender os porquês.

O despertar da consciência é passar a olhar o seu corpo e entender como ele funciona. Vai pedir por muita observação e reflexão para desenvolver esse olhar. No final, você saberá que seu corpo está agindo de tal forma por um determinado motivo. Por exemplo, estar sentindo cólicas muito fortes devido á estresse e mágoas que foram guardadas durante o mês.

Há também a criação de novos hábitos. Muitas mulheres deixam de usar o absorvente descartável para usar toalhas e panos ou o coletor. Uma prática saudável que elas percebem diferença entre um ciclo e ouro.

Também tem o ato de plantar a lua. Seria colher a menstruação, misturar com um pouco de água e usá-la para regar as plantas. Por incrível que pareça, algumas espécies de plantas aceitam bem o sangue.

Pode parecer estranho inicialmente, não é mesmo? Mas essas mulheres optaram por essas mudanças como sinal de respeito ao seu sangue menstrual e á mãe-natureza. Pois o sangue que retorna á ela permite a reconexão com a Grande Deusa.

Conclusão

Podemos dizer que o Sagrado Feminino é uma energia cíclica que as mulheres tem para se conectarem á sua essência. As pessoas que rompem com o patriarcado e passam a nutrir á si mesmas, desenvolvem uma vida mais saudável por estarem intuitivas e conectadas ao próprio corpo.

Leva algum tempo para que a mulher entre nesse novo ciclo. É pedido por paciência e atenção para observar cada sinal que seu corpo emite, assim como suas emoções.

Cada mulher poderá ter sua forma de se reconectar ao sagrado feminino. Pode por estudos sobre o assunto, adquirir hábitos mais saudáveis para o seu corpo, etc.

Por isso, nessa série de postagens irei trazer o conhecimento teórico. Quero te fazer refletir sobre o sagrado feminino, á ponto de encontrar uma prática saudável para se reconectar á ela.

Lembrando que tudo isso gira em torno de um processo cíclico. Ou seja, cada mulher tem o seu tempo de desenvolvimento. Tenha paciência, pois cada segundo é um aprendizado imenso.

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Sobre a autora

Alis Green

Uma bruxa escritora que é viciada em animes. Adora estudar sobre mitologias e história, como também gosta de ler romances regenciais. Quando aprende alguma coisa nova, sempre passa à frente em seus posts.

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