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Reaprendendo a viver na era moderna

reaprendendo a viver na era moderna

Já deve ter reparado que á todo instante as pessoas falam sobre a depressão ser a doença do século. Mas você consegue entender o motivo de isso estar ocorrendo? Reaprendendo a viver na era moderna pode ser mais libertador.

No post de hoje quero trazer uma reflexão. Fazer um comparativo que te coloque de frente para seus hábitos da vida.

E para isso quero te fazer entender o motivo de muitas pessoas estarem sendo diagnosticadas com depressão.

Vamos lá?

O que é a depressão da era moderna

Trata-se de um transtorno de humor em que a pessoa fica deprimida sem uma razão consciente. Para quem trabalha com medicina irá dizer sobre a alteração de certos hormônios e demais funções que ocorrem em nosso cérebro que gera o humor deprimido.

O que justificaria o uso de medicamentos para restaurar o equilíbrio.

Porém, psicologicamente falando, a pessoa não sabe ao exato o motivo de estar deprimida. E dependendo da gravidade, ela vai parando de viver pois não sente mais energia vital para o fazer.

Aos poucos ela fica reclusa, evita de tomar de banhos, dependendo pode ter crises de choro.

Basicamente a pessoa não entende o motivo, mas sente que não há energia para se viver.

Dependendo do caso, os pensamentos suicidas chegam nessa fase deprimida. Porém, não há energia para a ação.


Leia também: Psicossomática | Experiências de vida e seus significados


O mal da era moderna

Expliquei de maneira chula o que é a depressão, mas o que quero retratar aqui é mais um problema social do que mental.

Você já sentiu que vive a mesma coisa que a maior parte das pessoas em sua volta? Se não, então deve ter se deparado com diversos discursos que falam o quão errado você está.

É fácil notar. Saímos do ensino médio, somos orientados á seguir para a faculdade, conseguir um emprego que nos pague bem, construir uma carreira, conhecer pessoas, casar, ter filhos…

Acho até interessante que aqueles que não seguem essa “regra social” recebem críticas duras. O casal que não quer ter filhos é mau visto. A mulher que não deseja se casar, é mau vista. O jovem que não quer cursar faculdade, é visto como vagabundo.

São rótulos taxativos que não respeito uma coisinha só: o livre arbítrio.

As pessoas trabalham enlouquecidamente, enchendo suas agendas de compromissos buscando a satisfação de se ter uma rotina produtiva. Se pelo menos 4 horas da jornada de trabalho não tiver sido uma correria, a pessoa não fica satisfeita.

Tem até aqueles que adoram contar para os outros o quão carregado de problemas no serviço ele está. Como se isso justificasse todo o estresse e o colocasse no palco do “o senhor trabalhador”. Chega a ser uma brilhante medalha no peito dessas pessoas.

E depois não querem ficar doentes.

Falta do cuidado de si mesmo

Cuidar de si mesmo vai além de ir no médico, tomar medicamentos que te dopam, e ter bons hábitos alimentares. Vai além de você ir para a academia e ter o corpinho a lá padrão de beleza.

Quando a pessoa inicia um processo psicoterápico, ela sai da alienação e se torna consciente de sua vida. Do caminho que ela vem traçado e o motivo de agir como age. Ela percebe que há elementos da vida que lhe fazem mal, e se torna ativa para evitar o adoecimento mental.

Sabe aquelas pessoas que se curam das doenças depois de ter mudado o estilo de vida? Então, imagine o quão conscientes elas estavam ao fazer uma escolha que requer tanta mudança. Quantas coisas de sua “vida antiga” lhe faziam mal, para que tomasse tal decisão.

Há aqueles que precisam mudar de cidade!

Ou seja, até mesmo o ambiente em que nos encontramos pode contribuir para o nosso adoecimento.

Um exemplo disso: um homem que vivia focado no trabalho tinha tantos problemas de saúde, que seu médico o aconselhou a se mudar para o litoral. Ele o fez, e sua qualidade de vida melhorou em disparada. Agora, ele consegue tirar tempo para pescar com os demais moradores.

A cidade e o ritmo acelerado

Todo mundo sabe disso, que as pessoas da cidade vivem apressadas. Todos querem as coisas rapidamente, com agilidade. E como se não bastasse, vivemos focados nos celulares.

Esse ritmo acelerado de casa-trabalho acaba com a nossa saúde mental. Pois não resta tempo para apenas existirmos. Ficar parado, na janela de casa, apreciando o vento e apenas ficando sob a própria presença é considerado perda de tempo.

Pois, precisamos produzir o tempo todo.

Até mesmo agora que as pessoas estão iniciando os próprios negócios e precisam fazer o marketing é falado para estar presente nas redes sociais. Sempre por lá, para se conectar com as outras pessoas.

Mas e nós mesmos? Quem se conecta com nós fora da tela? Fora dessa produtividade?

Até mesmo quando estamos sozinhos precisamos estar fazendo algo: vendo televisão, ouvindo música, cozinhando, limpando, cuidando das relações familiares e amorosas.

Quem acaba tendo uma prática de vida diferenciada é vista como esquisita. Como assim essa pessoa resolve fazer yoga no jardim da casa? Como assim essa pessoa vai até a praia fazer uma meditação escutando as ondas do mar se quebrarem?

Como assim essa pessoa não está produzindo, fazendo nada, e ela está melhor do que eu?

O que é e não é procrastinação

Como dito anteriormente, as pessoas estão viciadas em produção de algo. Elas buscam cada vez mais maneiras de se livrar dos vícios de procrastinação e bloqueio criativo, sem se darem conta do que se trata isso.

Essas dicas servem para o público oposto. Aquele que realmente é preguiçoso, aquele que não consegue focar de maneira alguma. O resto das pessoas que não sei encaixam, precisam aprender a dar valor às pequenas coisas que fazem ao dia.

Quando você tira o período da manhã para fazer exercícios, meditação, cuidar de si mesma e escrever um diário, é uma produção. Inclusive, uma produtividade que cabe somente á você fazer. Se faz uso da noite para ler um livro, ouvir música, ou ficar sentado na janela apenas pensando, é uma produtividade.

Vou além, é respeito á si mesmo.

Ninguém vai tirar esses momentos por você.

Você percebe quando está procrastinando ao saber que tem energia e que é possível fazer a sua tarefa e escolha por não o fazer. O comportamento de empurrar os compromissos com a barriga não devem ser justificados pela necessidade de se cuidar, pois tudo tem o seu tempo.

Reaprendendo a viver

Quando falo para você ter um estilo de vida que te faça viver, isso envolve o processo de reflexão e sentir. Experienciar cada momento da vida e entender como ela está agregando em você.

Por mais que eu te diga que ter atividades relaxantes como a leitura, caminhada no fim da tarde, ouvir música relaxante sejam ideais para tirar o vicio do trabalho, há momentos que precisamos apenas existir.

Sentar ou deitar no sofá e pensar. Refletir sobre o dia, refletir aquilo que te machucou e que precisa ser ressignificado. Isso não é tempo jogado no lixo.

Até te convido a caminhar pela rua, observar as árvores, o céu, o canto dos pássaros. Você se torna consciente de que há muito nessa vida que não foi visto, e se sente uma formiguinha nesse momento.

Mas tudo bem, pois esse pequeno vislumbre é o suficiente para encantar.

É até interessante as pessoas que mudam alguns hábitos como plantar frutas no quintal. O ato de cuidar e observar de perto o crescimento e desenvolvimento da planta também despertam esses sentimentos. Além de não ter que gastar mais no mercado.

Conclusão

O maior motivo das pessoas estarem adoecendo, principalmente tornando-se depressivas, vem da falta do viver. A alienação de se viver na cidade grande, buscando a constante produção sem saber cuidar de si mesmo e olhar em sua volta para ver o mundo.

Nós desaprendemos a viver, basicamente.

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