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3 pilares do escritor humanizado para impactar sua carreira

3 pilares do escritor humanizado

Se é de sua vontade ser escritor, há três coisas que precisa aprender antes de mais nada. Esses 3 pilares do escritor humanizado irão te fazer questionar o tipo de história da qual deseja contar para os seus leitores.

Muitos escritores esquecem de uma coisa básica, a humanização. Parece até besteira dizer isso, mas é fato quando vivemos em uma era em que assuntos de suma importância estão sendo abordados em livros.

Quando falamos desses assuntos, estamos dizendo sobre o processo de humanização. E esse processo envolve os três pilares essenciais de uma história que se comunicam.

Vamos conhecer cada um deles agora.

O escritor é um ser humano

Isso não é novidade, pois duvido muito que os alienígenas vão dizer que estão entre nós.

O que eu quero te lembrar é que você não é uma máquina ambulante de produção contínua. Há dias bons e ruins, que dependem de diversas condições da sua rotina. Uma briga no trabalho pode tornar o seu dia horrível, onde deseja voltar para a cama. Enquanto que ganhar um elogio pode te deixar envaidecido pro resto da semana.

Somos seres influenciáveis, nosso humor, forma de atua no mundo, forma de agir uns com os outros podem sofrer influências que não estão em nosso controle.

Porém, o que acontece é temos a tendência de ignorar o nosso lado humano para priorizar o trabalho e produção. Só que essas emoções e sentimentos precisam sair de alguma maneira, e o canal escolhido acaba sendo a projeção na hora de escrever.

Quando menos se espera, o personagem que foi planejado de uma maneira acaba saindo igual ao escritor. Ao invés de ter uma personalidade fluída, ele é alguém amargurado parecendo descontextualizado do enredo.

Então, antes de escrever vá cuidar de si mesmo. Tire um tempo para respirar e espairecer. A escrita pede por concentração, mas principalmente por respeito á humanização, pois estamos lidando com as emoções dos dois outros pilares.

Como psicóloga posso te dizer que lidar com a emoção alheia não é fácil.

O personagem é um ser emocional

Ele não é sua esponja emocional, que vai sugar toda a sua angustia.

O personagem não é um mini autor dentro da história, a menos que estejamos falando de auto ficção. No mais, ele não é você.

Quando você foca na personalidade do seu personagem, está focando em um ser humano com conflitos pessoais e sociais. Ele tem momentos de alegria e tristeza, assim como você.

Tratando-se de uma história, sempre buscamos evoluir o personagem. Essa evolução nem sempre retrata sair do aspecto ruim da vida e ir para o bom. É um aprendizado interno, é o momento em que o personagem avalia a vida que ele tem e opta para o que considera ideal para si mesmo.

Além disso, somos responsáveis pela criação dessa história do personagem. Porém, não está no nosso controle o nível de identificação que os leitores irão ter com a história. Tudo irá depender do tema central do enredo.

O fato do personagem sentir já faz a diferença na hora de criar algo.


Leia também: Conflitos de um personagem | Padrões inconscientes da escrita


O leitor é um ser influenciável

Dependendo do tema que está sendo abordado em seu livro, ele poderá se identificar mais ou menos com o enredo.

Por exemplo, o livro da Tammara Webber “Easy” é abordado o estupro. A autora usou a narrativa para explicar ao leitor alguns tipos de situações que podem ser consideradas estupro.

Quem nunca vivenciou uma situação dessa, irá entender minimamente a história. Mas quem já vivenciou terá uma experiência completamente diferente. Para algumas pessoas será complicado de ler, pois terá gatilho o tempo todo.

Isso está fora do nosso controle. Não sabemos quem está lendo o livro, que experiência de vida ela teve, de que forma irá se conectar com a história.

Consegue perceber como que sua história pode gerar tantas visões e interpretações diferentes, dependendo do leitor? O personagem é o mesmo, a história é a mesma para todos, mas a forma como o leitor enxerga é diferente.

Sem falar que através da narrativa estamos influenciando o leitor de maneira inconsciente. É aquele momento em que o leitor fala “não sei porque, mas eu amei”. Ele não sabe conscientemente, pois foi um processo inconsciente.

Por que humanizar esses três pilares

O que aconteceria se não humanizasse?

Não geraria conexão. Somos seres emocionais e sentimentais, não tem como escapar disso. Querendo ou não, somos perfeitamente influenciados por isso, e conseguimos influenciar o outro dessa maneira.

O que precisamos tomar cuidado é para não aglutinar as coisas. Tornar escritor e personagem a mesma coisa. Somos diferentes, por mais que pensemos igual.

Através da narrativa, estamos buscando despertar algo no leitor. Seja o amor, alegria, tristeza, compaixão. O que for, estamos querendo algo com a nossa história. Gerar um impacto, por assim dizer.

Fazendo isso damos espaço para ser, existir, e de refletir sobre nós mesmos. Isso é algo que precisamos em uma era tão corrida e cheia de detalhes como a nossa.

Efeito dominó das histórias

Se o próprio autor humaniza a si mesmo, isso gera um efeito dominó.

Pois ele se torna consciente sobre si mesmo, do mundo imenso que o cerca tanto externo quanto internamente. Dessa forma, também é capaz de mostrar isso na escrita. Lembra da projeção comentada anteriormente? Ela pode ser usada de maneira consciente para atingir um propósito.

Por esse motivo é muito dito sobre a importância de dominarmos os assuntos que iremos abordar na história. Para que a informação do campo das ideias se torne sólida, identificável e fácil de compreender.

Ou seja, o personagem também pode se tornar consciente sobre si mesmo e sua evolução. E a narrativa irá mostrar como isso aconteceu para o protagonista e demais personagens. Dessa forma, o leitor também irá aprender.

É por conta disso que eu digo que podemos impactar as pessoas quando menos esperamos. Estamos presos nesse efeito dominó incontrolável.

Conclusão

O assunto de hoje não tem a intenção de te pressionar sobre a responsabilidade que temos com nossos leitores. Muito bem pelo contrário, é te tornar consciente daquilo que normalmente as pessoas não observam.

Como dito anteriormente, não é de nosso controle o impacto que o leitor terá sobre nossas histórias. Por isso é importante considerar a humanização, de entender que tudo é possível pois vivemos em um leque de opções.

Se você deseja causar um bom impacto em boa parte do público leitor, é preciso que a história tenha o que for necessário para isso. Sendo assim, não adianta escrever de qualquer jeito. Você precisa se humanizar antes de tudo.

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