Tokyo Revengers – Um protagonista humanizado

Tokyo Revengers

Um dos animes mais aclamados antes mesmo de sua estréia finalmente terá seu enredo analisado por mim. Com uma temática interessante e repleta de violência, Tokyo Revengers é o queridinho de 2021. Se você ficou curioso, então vem comigo que irei te apresentar a novidade desse anime.

Estamos no final de 2021 e não seria surpresa se alguém me disesse que Tokyo Revengers poderia ganhar algum prêmio dentre os animes lançados esse ano. Antes mesmo de sua adaptação ao anime, o mangá teve uma boa venda e até mesmo filmaram o live-action dele. Apesar que o live-action acabou tendo sua estréia adiada para o final desse ano devido a pandemia. Mesmo assim, reza a lenda de que foi um sucesso que só.

Legal saber disso e tudo mais, só que… sobre o que fala Tokyo Revengers? E como ele poderá inspirar os futuros criadores de história? Qual a novidade que ele trás?

Vem que eu te conto. E se prepara, o post está bem longo.

Deixo já avisado que esse post contém spoilers tanto do anime quanto do mangá. Se você não viu ainda, e prefere manter a magia da história, recomendo que busque por uma resenha. Aqui irei destrinchar esse enredo.

Conhecendo a história de Tokyo Revengers

A história conta sobre o protagonista masculino, Takemichi Hanagaki de 26 anos, que leva uma vida bem pacata e submissa. Ele está em seu pequeno, e espurco, apartamento vendo o jornal quando é noticiado a morte de dois irmãos durante uma briga entre gangues. Os nomes das vítimas é Naoto e Hinata Tachibana. Os dois estavam em um festival quando um caminhão atingiu uma das barracas, causando a fatalidade.

Takemichi fica bastante surpreso, pois Hinata foi sua primeira, e única, namorada de sua época do fundamental. Certamente que ele fica abalado com sua morte, porém enquanto esperava pelo metrô para ir trabalhar, Takemichi é empurrado para os trilhos no exato momento que o metrô estava vindo.

Prestes a morrer, Takemichi passa por uma experiência peculiar: ele se vê em seus quatorze anos de idade. Junto com seus amigos, eles seguiam em direção à uma escola para arrumar briga com outros delinquentes. Diga-se de passagem ele revive o momento exato que sua vida se torna tão desprezível, já que a perda nessa luta resultou em ele e seus amigos se tornarem completamente submissos à uma gangue bem violenta.

Ainda no passado, Takemichi aproveita para se reencontrar com sua namorada na época, acabando também conhecendo o irmão mais novo dela, Naoto. Lembrando-se de que o garoto também morreria, nosso protagonista conta à ele sobre viagem no tempo e o dia exato em que eles três irão morrer. Ah, e ainda lhe dá uma missão: proteger Hinata.

Ao dar um aperto de mão em Naoto, Takemichi viaja no tempo para o futuro e descobre que não somente Naoto sobrevivera à briga das gangues, como também salvara Takemichi do trilho o trem. Sua missão agora é justamente salvar a vida de Hinata no passado.

Takemichi é um virgem desempregado de 26 anos que descobre que a garota que ele namorou durante o ensino médio – a única que ele já namorou – morreu. Então, após um acidente ele se encontra de volta ao passado, durante seus anos de ensino médio. Ele promete mudar o futuro e salvar a garota, e para isso, ele planeja subir até o topo da gangue de delinquentes mais brutal da região de Kantou (Mangá Livre).

A vida submissa de Takemichi

O primeiro ponto que vale a pena ressaltar nesse anime é o estilo de vida de Takemichi.

Quando ele e seus amigos vão buscar briga com alunos de outra escola, eles acabam apanhando do pessoal do terceiro ano, que faz parte de uma gangue chamada Toman (sendo ela a gangue que causou a morte dos Tachibana lá no futuro). Por terem perdido, o pequeno grupo de amigos se tornam verdadeiros capachos dos mais fortes, e constantemente apanhando deles.

Nenhum daqueles garotos gostam desse novo estilo de vida, e eles não enxergam muitas formas de fugir dela. Mas Takemichi espera por sua formatura onde cai fora da cidade, passando a fazer pequenos trabalhos para se sustentar. Devido a perda na briga, Takemichi tem uma mudança brusca em sua personalidade.

Enquanto mais novo percebemos que ele é bem animado, se não prepotente, o que é bem típico de um adolescente. Na forma como os demais personagens se referem à ele no passado, fica nítido que Takemichi tem autoestima elevada e a vivacidade típica de jovens. No entanto após a briga, ele fica mais submisso. Aquele que empinava o nariz e chamava para a briga agora baixava a cabeça e pedia desculpas incessantemente. Essa foi a grande mudança.

Diga-se de passagem, Takemichi perde completamente a coragem para fazer algo, se tornando bem covarde e submisso. Nada do que faz dá certo, não acredita em suas próprias capacidades, e é bastante criticado por ser um inútil. O fato de viver em um apartamento pequeno e velho, repleto de lixo, já nos mostra que Takemichi não sente vontade de “arrumar” a vida. É como se ele apenas sobrevivesse um dia de cada vez.

Isso é o que acontece quando temos nossa moral massacrada. Podemos perder qualquer objeto material, mas a moral não.

Viagem no tempo é o tema de Tokyo Revengers

Tokyo Revengers trabalha com o tema de viagem no tempo, tendo o primeiro salto temporal instantes antes de Takemichi morrer nos trilhos. A partir daí, são vários saltos temporais que acontecem nessa busca de manter todos vivos no futuro. Mas para isso funcionar, Takemichi precisa de um gancho, alguém que tenha o desejo de voltar ao tempo, mas não a capacidade.

E esse gancho é Naoto Tachibana com o seu desejo em salvar sua irmã mais velha.

Quando Takemichi retorna pela primeira vez, Naoto conta exatamente o que aconteceu nesses doze anos que foram mudados pelo rapaz. Com a revelação de Takemichi, Naoto passou a estudar arduamente para se tornar um policial e proteger sua irmã, além de investigar a bendita gangue que culminou em sua morte.

Naoto conta que a gangue em questão se chama Toman (Tokyo Manji), sendo a maior de Tokyo, liderada por duas pessoas: Manjiro Sano e Tetta Kisaki. A polícia japonesa não conseguiu nenhuma prova concreta sobre a gangue para prendê-la, apesar de ser bem escancarado a podridão da Toman. Desde atos violentos até violação de leis (sonegação de impostos, etc.), os integrantes da gangue conseguem limpar muito bem seus rastros, além de corpos…

Segundo as informações da polícia, se os dois líderes da atual Toman jamais tivessem se conhecido, a fatalidade com Hinata jamais aconteceria. E para a surpresa de todos, os dois líderes se conheceram há exatos doze anos, na mesma época em que Takemichi viajara no tempo e perdera aquela briga.

A missão do Takemichi é simples, ficar perto de Manjiro Sano há doze anos e evitar que ele conhecesse Kisaki. Na época, o garoto adolescente já era comandante, e fundador, da Tokyo Manji (Toman).

O uso restritivo do poder do tempo

Protagonista pode ter um poder super fantástico, mas ele sempre virá com restrições. Isso sempre é importante de frisar nas histórias, se não fica tudo muito fácil de ser resolver e não há história para se contar.

A capacidade de Takimichi em viajar no tempo não é tão livre assim. Sua primeira viagem aconteceu no dia 4 de julho de 2017, e ele retornou para o dia, exato, de 4 de julho de 2005. Nem um dia a mais, nem um dia a menos. Ele volta, exatamente, doze anos.

O mesmo acontece em sua volta. Se ele passou uma semana no passado, então ele retorna uma semana depois no futuro. Enquanto isso, seu corpo (no futuro) fica em estado vegetativo no apartamento de Naoto. E se a mudança na história é muito brusca, então apenas as datas permanecem as mesmas. Ocorreram várias vezes de Takemichi voltar e ele estar no trabalho, ou então de estar em uma casa diferente. Obviamente, devido a mudança na linha do tempo.

Outro ponto é somente apertando a mão de Naoto que ele consegue fazer esse salto. Apesar que em dado momento no mangá isso não funciona mais, sendo necessário que outra pessoa se torne o gancho temporal. Basicamente Takemichi precisa que alguém deseje, e verdadeiramente, que ele salve alguém no passado. Se esse desejo não existir, ele não parte.

Não existe nenhuma restrição sobre ele falar com alguém à respeito, como no caso de Subaru em Re:zero. No mangá ele passa a confiar em Chifuyu e conta sobre as viagens no tempo. Como a personalidade de Takemichi muda muito de uma hora para outra, Chifuyu acredita no seu novo capitão. Ao longo do mangá, outros personagens também ficam sabendo da viagem no tempo.

Abalo psicológico de Takemichi

Esse tipo de poder vem com grandes responsabilidades, e não é todo mundo que se torna capaz de aguentá-lo. Em Re:Zero também vemos isso, onde o Subaru tem constantes surtos de loucura. Tokyo Revengers não é muito diferente.

Quando Takemichi muda algo no passado concluindo que está tudo bem em voltar para o seu tempo, ele se depara com o caos se alastrando. Na medida em que ele vivencia o passado mais uma vez, e vai criando novas amizades, mais pessoas se tornam alvo para suas asas protetoras. Takemichi quer que todos fiquem bem, unidos e vivos no seu futuro. Porém, quando chega na sua linha temporal não é isso o que encontra.

O protagonista presencia a morte dessas pessoas. Diversas vezes. Já vimos isso em outro anime, não? Por isso estou comparando os poderes dos protagonista, para você compreender que um grande poder mágico nem sempre será alegria para um personagem. Ele requer responsabilidades e lidar com as consequências.

De toda forma, Takemichi fica muito abalado com as mortes e tenta fazer o seu melhor para reunir as informações no futuro antes de retornar ao passado e tentar salvar as vidas das pessoas. Apesar que em muitos casos ele não consegue, como o Baji. Além disso, há algumas mortes que acontecem sem Takemichi saber que elas iriam, de fato, ocorrer. O abalo mental então se torna ainda mais pesado, pois nesses casos não há chance alguma de ele voltar no tempo de novo.

A chance é única. Dali não passa. Morreu, sinto muito.

Por grande parte da história Takemichi tem apenas o apoio de Naoto do futuro, por saber sobre o salto temporal. De resto, é por sua conta. Não há alguém para dividir seus fardos no passado, falar de suas teorias e ajudar nas investigações, ou até mesmo para pedir ajuda. Takemichi faz tudo sozinho. Então temos vários momentos onde ele cai em prantos e diz estar cansado, que se sente inútil por não ser forte.

Porém, não tem como fugir. Saber disso, e admitir tal fato, o faz amadurecer e sair de zona de conforto.



Tokyo Revengers tem um protagonista humanizado

Esse é o ponto principal, e que eu mais gostei, de toda a história. Takemichi é um protagonista humanizado.

Muitos podem pensar que ele precisaria ser forte, saber lidar melhor com as situações, sair no soco com demais personagens. Porém temos um Takemichi que vive chorando e apanhando. Ele não é forte, sempre ficando com o rosto inchado e ensaguentado, além de sempre chorar. Principalmente quando reencontra seu amigo Akinho, que no futuro morre na frente do protagonista diversas vezes.

Mostrar um personagem masculino sensível desse jeito é novidade nos animes shounen, já que a maioria é metido a fortão. O Takemichi conquista seu espaço dentro da Toman justamente por esse lado emotivo, pois ele se coloca no lugar das pessoas tentando protegê-las de maneira desesperada, e os outros percebem isso.

Há uma cena no mangá em que Hinata está na frente de Mickey (Manjiro Sano) e Draken, e fala para eles “vocês já perceberam que Takemichi está sempre tentando salvar a gente?“. E é nesse momento que ela conta sobre sua viagem no tempo (pois Takemichi contou à ela sem querer). O que mais gostei desse diálogo é que a Hinata usa a palavra desesperado para se referir à forma como Takemichi tenta salvá-los.

E é bem assim que ele aparece, pois há uma pressão em cumprir com suas missões no passado. Do contrário, nada mudará e todos morrerão. Então desespero é a palavra mais correta.

Outro ponto interessante é que isso se torna a identidade do personagem. Takemichi passa a ser chamado de “herói bebê chorão”, pois mesmo sendo fraco e com os olhos cheio de lágrimas, ele consegue vencer as lutas com sua determinação. Principalmente se o seu objetivo é salvar alguém.

Aceitar a própria fraqueza não é algo fácil. Fazer dela a sua força, são para poucos. Takemichi faz parte desses poucos, e é reconhecido por isso.

Como essa característica se tornou a identidade do personagem, não é para menos que a música de abertura do anime tenha feito grande sucesso. Com o nome de “Cry Baby“, sua letra parece conversar com o protagonista. Até mesmo a versão em português feito pelo Miura Jam nos mostra isso. Vale a pena conferir.

Quem Takemichi deve salvar? Hinata ou Sano?

No atual estágio do mangá, que diz ser o arco final, ficamos a nos questionar a quem Takemichi deveria salvar desde o começo. Afinal de contas, Hinata está viva no futuro! Naoto não foi capaz de enviar o protagonista para o passado.

Então… por que ainda temos história?

Na medida em que Takemichi voltava para o passado e tentava se aproximar da Toman (lá no começo do anime), ele ganha a atenção do próprio comandante da gangue: Sanjiro Sano, conhecido como Mickey. Atenção o suficiente para que mesmo não sendo um integrante da gangue, Takemichi era chamado para as reuniões e andava com Mickey e Draken. Além de, também, fazer amizade com os capitães das divisões da gangue.

Em seu vai e vem na linha temporal, Takemichi se dá conta de que nunca encontrou Mickey no futuro. Mesmo a Toman se tornando maligna, Mickey nunca é visto nem pelos integrantes. Salvo uma linha temporal, em que eles se encontram… mas o resultado não é muito bom não.

Nessa reta final, com Hinata salva, Takemichi então passa a tentar descobrir o que aconteceu com Mickey. E quando o encontra, o próprio comandante faz um pedido para ser salvo pelo bebê chorão, servindo aí de gancho para mais uma viagem no tempo (até então, última…). E por isso muitos fãs se perguntam se o Mickey não seria o verdadeiro alvo a ser salvo nessa bagunça do destino.

Até que faz sentido, mas acredito que a pessoa que precisava ser salvo eram os três. Uma morreria sem reencontrar o cara que tanto ama, o outro está perdido naquilo que chama de impulso negro… Takemichi é o único que tem a chance de estabelecer o equilíbrio e salvar as vidas, incluindo a dele próprio.

Enquanto os três não estiverem vivos e seguindo a vida de cabeça erguida no futuro, Takemichi permanecerá retornando ao passado.

Tokyo Revengers é um anime sobre gangues

Muito bem, vamos focar agora na gangue em si.

Tokyo Manji é a gangue fundada por Mickey quando ele tinha por volta dos seus doze anos de idade. Junto com um grupo de amigos, a intenção do garoto seria criar uma nova era para os delinquentes.

Quando Takemichi faz a primeira viagem ao tempo, a Toman existe há dois anos e conta com um pouco mais de 100 integrantes divididos em 13 esquadrões, se não me engano. Certamente que como toda gangue, eles vivem buscando por brigas com outras gangues e tentando ganhar territórios.

Por isso a história tem bastante violência, mesmo que a maioria dos personagens fossem menores de idade. Eles tentam fazer algo voltado para agressões físicas e evitar ao máximo o uso de armas, porém há aqueles que tentam ir para esse lado e chegam a cometer os homicídios. Então é bastante comum que um ou outro personagem vá preso ou esteja saindo de reformatórios.

Nesse breve resumo você já deve ter percebido que a gangue tem um lado violento, mas não no nível em que estava no futuro de Takemichi. Quando o protagonista conhece Mickey e convive com ele, Takemichi percebe que a Toman gosta de brigar, mas que funciona muito mais como uma família, um lugar para os desajustados pertencerem e serem livres.

Imediatamente Takemichi se dá conta de que há algo errado. Segundo o relatório no futuro feito por Naoto, Mickey era alguém perigoso. Mas no passado… ele age apenas como um garoto comum de sua idade, além das brigas é claro. Mickey é carismático, forte, infantil algumas vezes, protetor e um líder nato. Nenhum traço de personalidade que o faça ser maligno… até que alguém querido morre.

Impulso negro dos personagens violentos

Esse é outro ponto da qual eu gostaria de falar. Mickey comenta sobre sentir um impulso negro, algo que o faz perder a razão. A primeira vez que percebemos algo assim é justamente na briga do halloween sangrento, onde Kazutora supostamente mata Baji (sendo que esses dois fundaram a Toman junto com Sano), e Mickey mata Kazutora só no soco.

Takemichi recebe essa informação lá no futuro, viaja para o passado e tenta evitar a morte dos dois. Porém, Baji acaba morrendo da mesma forma, e resta ao protagonista tentar parar Mickey em meio ao seu impulso negro.

Em outra passagem do mangá Mickey fala que na primeira vez em que matou alguém, ele se deu conta de que certas coisas podem sim ser resolvidas na violência.

Isso me chamou atenção.

Basicamente o impulso negro nada mais é do prazer e poder que a pessoa sente ao tirar a vida de alguém. Ele vem acompanhado com o ser respeitado na base do medo, dando a falsa sensação de força à pessoa. Sendo assim, é como se Mickey tivesse encontrado ali uma falsa liberdade.

Por que digo falsa, porque é bastante nítido que Mickey se perde depois que as pessoas queridas vão morrendo. Primeiro foi o irmão, depois Baji, em seguida Emma e agora o Draken. São pessoas que conviveram com ele momentos importantes, com quem tem uma ligação profunda. Então há um luto que precisa ser processado, e ele é feito a partir da violência.

Diria que as brigas das gangues seria uma forma de extrair esses sentimentos. Conhecemos bem isso quando ficamos com raiva e dá vontade de torcer o pescoço da pessoa, é algo similar. Mas no caso de Mickey seria bem inconsciente, pois há várias emoções não trabalhadas ali que querem sair ao mesmo tempo.

Sendo assim, quando Mickey tira a vida de alguém, ele sente essa liberdade momentânea. No entanto, ela nunca será o suficiente para lidar com as emoções que se acumulam dentro dele. Seria mais como um tapete em cima do buraco, fingindo que ele não existe.

Relação de irmãos ou de companheiros de gangue?

Não foi uma, muito menos duas, as vezes que Takemichi consegue evitar que Mickey experimente esse impulso negro. Fazê-lo refletir suas emoções e ver que há ainda muito caminho a ser seguido, o nosso protagonista serve de âncora para Mickey seguir em frente.

Porém… isso não dura muito tempo.

Como eu disse antes, quando Takemichi volta pro futuro a história segue o seu curso. Sendo assim, o garoto que continua vivendo tem a mentalidade de 14 anos ao invés de 26 anos. Há uma cena em que o Mickey se encontra com Takemichi no futuro, e ele o questiona do porquê ter saído da Toman. E o Takemichi fica completamente perdido, pois ele não sabe. As memórias dele geralmente não são alteradas depois dos saltos temporais.

Dá a entender que se o Takemichi de 26 anos não estiver lá no passado ao lado de Mickey, a Toman sempre vai se perder. Isso porque Mickey enxergar em nosso herói bebê chorão, o seu finado irmão mais velho.

São muitos personagens que falam da semelhança entre Takemichi e Sanjiro, que morreu um pouco tempo depois da Toman ser criada. Ambos são fracos e não sabem lutar, são sensíveis e choram com facilidade, além de serem fracos com as mulheres. Ainda assim, os dois conquistam a admiração dos outros.

Então não é de se estranhar que Mickey projeta em Takemichi o seu finado irmão. Há a cena, também, em que Mickey pede para que o Takemichi lhe dê uma bronca quando estivesse prestes a perder para esse impulso negro, pois isso é algo que um irmão faria. Por isso muitas pessoas fizeram aquele questionamento sobre quem deve ser salvo nessa história, pois o comandante da gangue parece ser aquele que mais precisa ser salvo.

Só que não tem como o Takemichi adulto permanecer no passado, só para garantir que todos fiquem bem. Mickey tem se virar sozinho.

Conclusão

Nossa, como falei hein! Bem que eu disse sobre esse post ficar comprido, e é provável que eu tenha esquecido algum tópico. Caso lembre de alguma coisa, farei uma segunda parte.

O anime é muito bom para acompanharmos o protagonista. Nem sempre o personagem principal precisa ser o mais forte fisicamente, muito menos saber lidar com os problemas de primeira mão. Takemichi sofreu muito e a partir disso amadureceu. Todo o processo dele vale a pena acompanhar, seja no anime ou no mangá.

O que mais gostei foi o fato de ele ser bem sensível e não desistir. Nos primeiros episódios conhecemos sua icônica frase: “há horas que não dá pra recuar” “não vou perder de jeito nenhum“. Ah, deu até vontade de reassistir pela milionésima vez.

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Sobre a autora

Alis Green

Uma bruxa escritora que é viciada em animes. Adora estudar sobre mitologias e história, como também gosta de ler romances regenciais. Quando aprende alguma coisa nova, sempre passa à frente em seus posts.

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