Lifestyle

Psicossomática

Psicossomática

Psicossomática

Psicossomática é um termo amplamente discutido dentro da psicologia e da medicina, permitindo que o trabalho de ambos os profissionais seja essencial em cenários hospitalares.

Olá caros leitores!

No post de hoje iremos conhecer um pouquinho sobre a tão falada psicossomática. Se você está estudando psicologia, já deve ter ouvido falar nesse termo. Apesar de ter um significado bastante simples, seu campo de estudo é bem grande e antigo.

Então vamos lá estudar!

O que é psicossomática

Podemos resumir psicossomática como uma resposta orgânica de uma condição mental. É uma das provas de como a psique está entrelaçada com o corpo, onde uma tem uma resposta na outra.

Então vamos colocar isso em um contexto para ficar mais claro, um acadêmico é ansioso e está prestes a apresentar seu TCC. É um momento que gera tensão, o aluno fica nervoso por não saber como vai se sair na apresentação, se vai responder direito as perguntas e tudo mais. Após ele terminar de apresentar seu trabalho e ser aprovado, sua ansiedade passa. Porém, quando finalmente seu corpo sentir que aquela situação estressor passou, o acadêmico começa a sentir dores de cabeça.

Simples, não?

Claramente que o exemplo trazido é fácil de entender, pois eu já disse que o causou a dor de cabeça foi todo o estresse que a ansiedade gerou na pessoa. No entanto, na maioria dos casos, o sujeito não sabe qual é a causa daquela dor. Por isso é bastante comum que o individuo consulte médicos e peça exames para saber sobre aquela dor.

É uma resposta ideal, afinal a dor é orgânica então espera-se que sua origem também seja. São poucas as pessoas que conseguem pensar que o que causou a dor pode ser alguma questão psíquica. Sendo assim, a psicossomática acaba sendo um assunto também discutido no âmbito da medicina.

Desde quando é falado de psicossomática?

Esse tema não é atual como pensamos. Desde a época de grandes filósofos a psicossomática é discutida. Mais precisamente a relação entre corpo e mente. Basta que nos recordamos que até pouco tempo, as doenças eram bastante ligadas a religião. Pensando nisso, podemos entender sobre como tentamos ligar o que é orgânico com o não-orgânico.

Foi somente com o avanço da medicina que os profissionais começaram a ver literalmente o impacto das emoções – seja ela consciente ou não – no corpo do ser humano.

Resumindo, a discussão da relação do orgânico e o não-orgânico é antiga, já o aprofundamento da psicossomática é razoavelmente nova. Uma das personalidades da psicologia que trouxe esse pensamento foi Freud, enquanto estudava a histeria.

Contudo, ele não foi o único a procurar por impactos da mente no corpo. Houveram tantos outros, inclusive uma acadêmia em Chicago foi fundado por volta dos anos 30 para que estudos fossem feitos com mais profundidade.

Um autor que parece ter contribuído bastante sobre a psicossomática foi Franz Alexander, que lançou o livro “Medicina Psicossomática: seus princípios e aplicações” no final dos anos 80.

“O autor considera que as alterações que ocorrem no corpo como reações a emoções intensas são de natureza passiva e que quando a emoção desaparece o processo fisiológico correspondente, choro ou riso, palpitação cardíaca ou elevação da pressão sangüínea, também desaparece e o corpo volta ao estado de equilíbrio” (Capitão e Carvalho, 2006).

Outras concepções da psicossomática

Como é um tema que ainda está em discussão entre os pesquisadores, é esperado que se tenham outras visões sobre a psicossomática.

Houve épocas em que algumas doenças tiveram sua origem considerada psicossomática, sendo que sua classificação ter gerado polêmicas. Há aqueles autores que discutem sobre os aspectos psicológicos terem muita – se não total – influência no processo orgânico. Enquanto isso há outros autores que questionam até que ponto os processos psíquicos tem impactos no corpo do ser humano.

“A história da psicossomática, poderia ser dividida em duas grandes correntes: de um lado, as correntes inspiradas “nas teorias psicanalíticas e com base no conceito de doença psicossomática”; de outro lado, a “inspiração biológica, alicerçada no conceito de stress”. (Dantzer, 1989 cit. Cardoso, 1995, op. cit. apud Cerchiari, 2000).

Já devem imaginar que a psicanálise tem uma certa teoria sobre a psicossomática, só que voltada para os estudos da neurose. Freud não estava procurando sobre o assunto diretamente, estava pesquisando a histeria. Só que seus achados foram de grande importância para que outros pesquisadores começassem a focar na relação corpo e mente, não focando em uma patologia em especifico.

No caso da psicanálise nos estudos da histeria, questionava-se qual seria a origem dos sintomas, orgânico ou psíquico. Freud então debate que não há uma escolha, mas que ambos trabalham juntos nesse caso. Ter uma questão somática dá ao processo psíquico uma saída no corpo. Ou seja, o corpo – ou um órgão em especifico – facilita a expressão do conflito inconsciente.

Concluindo

Há ainda muitos estudos sobre a psicossomática, seja no campo da medicina ou da psicologia. Ambas conversam e devem se conversar. Em âmbito hospitalares, pode ser que essa seja uma demanda que tanto o médico quanto o psicólogo devem se deparar, necessitando aí um trabalho conjunto.

Como é um tema que ainda gera muita conversa, sendo que estudos ainda estão sendo feitos, então podemos dizer que as diferentes contribuições das abordagens servem como um parâmetro para entendermos a psicossomática. Porém, o que é bastante falado é sobre a forte relação entre corpo e mente.

Devemos levar em consideração que o sujeito em sofrimento não tem conhecimento de suas questões psíquicas que podem ser responsáveis por sua dor corporal. Em outros casos, como a ansiedade do exemplo que dei anteriormente, os profissionais já podem desenvolver atividades ou outras saídas, para que o corpo não sofra tanto com esses momentos de tensão.

Talvez, sabendo que origem de suas dores físicas seja um sofrimento psíquico, diminua a angustia do sujeito. Afinal, você ter uma dor da qual nenhum exame médico aponta alguma falha, pode deixar a pessoa em um estado de “pânico”. Por isso que é essencial que ambas as áreas (psi e médica) trabalhem juntos.

E é isso pessoal, espero que tenham gostado e até o próximo post!

Fontes

Psicossomática: um estudo histórico e epistemológico – Cerchiari, Ednéia Albino, 2000

Psicossomática: duas abordagens de um mesmo problema – Capitão, Cláudio Garcia; Carvalho, Érica Bonfá, 2006.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Artigos Recomendados