método snowflake
Dicas de escrita Produtividade

Snowflake: método para criar um manuscrito

O método snowflake foi criado pelo autor americano Randy Ingermanson, visando auxiliar o escritor á determinar os três atos de sua história.

Escrever pode ser difícil, principalmente se o que imaginamos não é bem o seu início, mas sim o meio ou final. É comum pensarmos na história como toda, e acabar desmotivando quando não conseguimos bolar os detalhes.

Pensando em auxiliar essa relação autor-sua história, temos o método snowflake. Uma pequena ideia que vai sendo desenvolvida lentamente, como a formação de um floco de gelo na nuvem.

Conhecendo o método snowflake

É simples de entender, são 10 etapas que seguimos escrevendo sobre a história e os personagens. Na medida em que avançamos essas etapas, a história vai se desenvolvendo e crescendo, tornando-se um manuscrito (primeira versão ou rascunho, como preferir chamar).

Á cada etapa, pegamos o que foi feito anteriormente para aumentar, para acrescentar.

Leia também: Estrutura dos 3 atos | Criando um personagem – Parte 2

As etapas do método snowflake

  1. Uma frase em até 15 palavras sobre o ponto principal da sua história. Evite usar nomes de personagens.
  2. Com a frase feita, a torne um parágrafo onde irá abordar: conflitos principais, cenários e o final. Alguns autores falam para evitar mais que 5 frases ou então 5 linhas.
  3. Saímos do enredo e partimos para o personagem. Escreva o nome do personagem, uma frase que o define, motivação, o que ele deseja, o que o impede de conseguir o que deseja, o aprendizado e mudanças que ele sofre, e um parágrafo que conte a história dele.
  4. Voltando ao enredo, transforme o parágrafo em uma página. Uma dica é transformar cada frase em um parágrafo. Aqui será feito a sinopse do seu livro, e fique atento para que essa página traga a visão da estrutura dos 3 atos.
  5. Chegou a hora dos personagens contarem suas histórias. Os protagonistas devem ter uma página de resumo da história á partir do ponto de vista deles. Já os secundários devem ter cerca de meia página.
  6. Na quarta etapa, transformamos um parágrafo em uma página. Agora, a missão é transformar uma página em quatro (no mínimo)! Para isso, tente fazer com que cada parágrafo se torne uma página, envolvendo aí as subtramas junto com a trama principal.
  7. Vamos dar vida e um toque de realidade aos personagens. Escreva a biografia, descrições físicas, conflitos psicológicos e sociais. Se quiser aplicar a técnica de “entrevista com o personagem” afim de posicioná-lo na sua história, fique á vontade.
  8. Pegue as suas páginas feitas no passo 6, e vamos listar as cenas que farão parte do enredo. É claro que irei recomendar as planilhas para isso (e nem vem me chamar de louca das planilhas, pois é recomendo por outros autores também). Na planilha usaremos a primeira coluna para listar as cenas existente, a segunda para explicar a cena em uma linha, a terceira coluna para narrar do ponto de vista do personagem. Se quiser criar mais colunas para ter outros detalhes daquela cena, fique á vontade.
  9. Agora que as cenas foram escritas em sua singularidade, vamos enriquecê-las com detalhes. Mas não encha linguiça! Use detalhes que são essenciais para a história como ambientes, diálogos, conflitos e etc. Alguns falam sobre poder utilizar um modelo narrativo aqui, o que fica á seu critério.
  10. É hora de escrever. A estrutura do seu manuscrito foi feito, chegou a hora de ligar as cenas e fazer a primeira versão do seu livro. Como você estruturou sua história e já fez todo o controle das cenas, então não irá se perder e, sim estimular a sua criatividade.

Snowflake é a primeira parte

Na medida em que você for avançando nas etapas do snowflake, irá desenvolver detalhes para a sua história. Isso significa que existe a chance de voltar alguns passos atrás para tirar ou adicionar algo que considera importante.

Esse reposicionamento de informações é muito comum, pois afinal, á cada passo você irá conhecer com mais intimidade o enredo á ser contado. Sendo assim, não se desespere caso fique voltando as etapas para corrigir algo.

Outro ponto á ser notado, não vá pensando que após encerrar o método snowflake que seu livro estará pronto. Muito bem pelo contrário, essa é a primeira versão apenas. Vá corrigindo até ele ficar bom, peça para outras pessoas lerem e darem seus palpites.

Sempre há o que melhorar.

Fontes

Guia do escritor de Ficção – Bruno Crispim

O roteirista Insone – Sua história: método snowflake

We Coletivo Editorial – O método Snowflake

Veja outros assuntos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *