Estrutura dos 3 atos
Dicas de escrita Produtividade

A estrutura dos 3 atos

     Estava eu olhando o instagram e encontrei um perfil de um rapaz que dá dicas de escrita. Mas são dicas mesmo, não aquela coisa que praticamente todo blog tem. São dicas para um primeiro capítulo prender a atenção do leitor, dicas de técnicas de escrita, e assim vai.

   Como são dicas diferentes e mais objetivas, então estou fazendo esse post. A minha intenção é deixar registrado sobre essas técnicas, para o meu uso mesmo. Então, bora lá.

    Por que estou fazendo esse post?

  Gostaria de deixar claro aqui que eu sempre busco por informações sobre dicas de escrita. O que eu mais encontro são blogs falando que tem essas dicas, mas basicamente falam a mesma coisa “leia e pratique”.

  Não vamos ser hipócritas, quando lemos algum livro estamos aprendendo. Eu, pelo menos, acabo por absorver a linguagem daquele enredo e replico no que eu escrevo. Então se eu quero um linguajar que lembre o leitor da era regencial (ano de 1.800 mais ou menos), eu leio livros que remetem a essa época para absorver a linguagem.

   E quanto mais você pratica, mais você internaliza as informações. Você aprende a como usar corretamente certas palavras, até mesmo usar a virgula do jeito correto.  No entanto, só isso não basta. Eu preciso de dicas de técnicas que me ajudem a organizar o meu enredo. Assim eu posso olhar os meus planejamentos e entender se estou no caminho certo ou não.

   Graças aos deuses encontrei um perfil de um rapaz que dá ótimas dicas. O cara lançou livros sobre essas temáticas – inclusive adicionei na minha listinha de compras – que saem do padrão “leia e pratique”. Bruno Crispim tem até conta no wattpad (deixarei no final do post link do insta e wtt dele), onde há trechos de seu livro “GUIA do escritor de ficção” que fala sobre os diferentes aspectos da escrita.

    Já enalteci o cara, sensacional, meu pequeno salvador haha, agora vamos as dicas que ele nos trás. 

Estrutura dos 3 atos

  Você se lembra de sua aula de português em que sua professora dizia que toda história precisa de um começo, meio e fim? Pois bem, é a estrutura clássica e óbvia que todo escritor deve ter em mente.

  Contudo, poucos são aqueles que sabem como usar essa estrutura para montar o esqueleto de um enredo. E Bruno Crispim nos ensina como que funciona essa estrutura dividida em atos e a proporção que cada uma deve ter.

  Para poder incrementar um pouco mais de informações, optei por pesquisar por blogs que falassem dessa estrutura. Espero que seja de ajuda haha.

1º ato: Começo.

  É a apresentação dos personagens, cenários e do conflito central da trama. Esta parte deve ser breve em até 25% do tamanho da história, e eficiente em sua tarefa de fisgar o leitor.

  Ao final do primeiro ato, acontece uma reviravolta que lançará o protagonista no próximo ato (incidente incitante).

   Porém há alguns detalhes que iremos nos atentar nesse primeiro ato. Como Crispim disse, é a parte de apresentação da história. Só que temos uma missão nessa parte, que é fisgar o leitor. Para poder prender a atenção do leitor, temos algumas dicas.

  Linha de abertura: seria referente a primeira frase que tem efeito de fisgar o leitor. É comum que comecem com descrição do personagem, falando seu nome e etc, que permitirá ao leitor se assemelhar ao personagem (em alguns casos).

   Outra forma de fazer essa linha de abertura, é mostrar ao leitor que algo está prestes a acontecer. Descrever uma cena perigosa ou algo do tipo, passa a sensação de movimento e pode despertar a curiosidade. Diferente de inicios que descrevem algo, que passa a sensação de lentidão para o enredo desenrolar.

  Ação: basicamente você inicia o primeiro ato com uma cena de ação e tensão, que somente depois será explicado ao leitor como os personagens chegaram aquele ponto.

   Há também emoções cruas, que consiste em narrar sentimentos fortes dos personagens; olhando para trás, que começa narrando algo do passado e que tem envolvimento com o tema da história; e o uso do prólogo.

O prólogo de ação, muito usado em suspenses, começa com uma grande cena, que geralmente envolve morte. Então o capítulo 1 começará com o enredo principal.
O protagonista do livro pode ou não estar envolvido no prólogo de ação.
O prólogo não precisa se nomeado prólogo. Você pode chamá-lo capítulo 1 e começar a história de verdade no capítulo 2.

    Nesse primeiro ato estamos tentando fisgar o leitor, e podemos fazer isso criando laços com ele. Pode ser pela identificação do personagem – onde o leitor vê o personagem como uma pessoa comum, o tornando real;  pode ser pela simpatia, onde o leitor, além de se identificar, passa a torcer pelo personagem; carisma, aqueles personagens que faz coisas das quais as pessoas gostam, que dão a sensação de querer ficar perto dele; e conflitos internos, que são personagens que mostram dúvidas, medos de fazer algo, conflito entre a honra e dever.

2º ato: meio

  É o desdobramento da trama, preparando o terreno para o clímax e para o desfecho, sem que seja óbvio. O tipo de desdobramento podem ser divididos em dois tipos:

  Subtramas: que aprofundam os personagens e a trama de forma indireta, ganhando-se ritmo.

  Tensão crescente: que intensifica a tensão de cada cena, sendo necessário evoluir obstáculos, dando a sensação ao leitor de que nada dará certo para o protagonista.

  Ao final do ato, há o clímax o ponto mais alto de tensão.  Esse ato ocupa metade do tamanho da história, ou seja 50%.

“Existe uma terceira opção que é praticamente a divisão deste Ato em dois. Nessa estrutura, defendida por Syd Field, o Ato tem duas reviravoltas consecutivas, crescentes e opostas em tensão. Aconselho este caso para suspenses ou histórias longas” (Bruno Crispim).

  Há também alguns elementos que são considerados importantes para a construção desse ato.

  Morte: que paira sobre o protagonista podendo ser a morte física, psicológica ou profissional. Quando o personagem tem um objetivo sólido e poderá haver falha, isso causará no protagonista uma morte psicológica. Quanto a profissional envolve aquele conflito entre dever fazer e achar certo não fazer.

  Oposição: pode ser considerado o vilão da história, mas isso não quer dizer que ele seja de fato malvado. É alguém/algo que quer parar o protagonista. Ele poderá ser um personagem mais forte que o principal, tendo algo que desperte empatia no leitor.

  Aderência: são circunstâncias ou relacionamentos fortes que mantém pessoas juntas. Pelo o que entendi é ligada com a oposição, onde tanto o antagonista tem o seu objetivo dentro da história, e por isso o protagonista passa a ter um objetivo em relação ao antagonista, não podendo simplesmente ignorá-lo.

  Preparando-se para o confronto: é a parte onde a ação acontece, o protagonista tenta alcançar os seus objetivos. Aqui o leitor precisa se manter interessado na história, entrando as regrinhas que falei anteriormente sobre a tensão que pode ser intensificada. Não se esqueça que aqui o clímax acontece, um desastre maior surge para demos entrada ao terceiro ato.

   Super recomendo a leitura desse post da Carolina, para que seja refletido sobre o segundo ato. Não irei colocar sobre ele aqui, pois ficará imenso o post. Então, vale a conferida.

3º ato: fim

  Começa com o clímax, que ao ser encerrado dá as últimas respostas que precisam ser dadas. Caso haja continuação, o desfecho passa a ser parcial para que a história termine com um gancho forte o suficiente que sirva de gancho para o próximo livro.

  Assim como o primeiro ato, o terceiro ocupa cerca de 25% da história (um quarto do enredo).  Devemos nos lembrar que toda história precisa de um final, e só por ser a última parte da história, não podemos fazer de qualquer jeito. Vamos ver alguns tipos de finais.

  Nocaute: é do tipo de final que a luta se estende até o último minuto com o protagonista perdendo a luta. Porém, ele tem energia reservada e consegue dar o último golpe. Não que esteja ligado diretamente a cenas de batalhas, pode-se adaptar esse tipo de final ao gênero da qual está escrevendo. Lembre-se da seguinte frase que fará seu leitor pensar “será que o protagonista terá de fugir porque o adversário é muito forte?”.

  Ah ou Uh-oh: são dois tipos de finais descritos. No ah é uma parte emocional de quando o protagonista termina a história e tudo é resolvido. Já o uh-oh é como uma falsa vitória, na história tem um suposto desfecho, mas que não foi tão bem resolvido assim. É como se desse uma falsa sensação ao protagonista de que tudo está bem quando na verdade não está.

  Sacrifício: é aquele final em que o protagonista sacrifica o seu objetivo por outra pessoa ou outro motivo. Pode haver o sacrifício físico em que o personagem troca sua segurança e bem estar.

  Reviravolta final: dizem que é mais difícil fazer esse tipo de final, sendo considerado que o autor pode escrever cerca de 10 finais diferentes de seu enredo e ver qual deles ficaria ideal, de acordo com o enredo por um todo, para surpreender o leitor.

Concluindo

  Tudo o que fiz foi pegar o que ele diz em seu livro no wattpad. Como eu disse antes, estou fazendo esse post mais para mim, deixando registrado e de fácil acesso para quando eu precisar. Mas estando no blog também ajudará aos meus leitores que querem melhorar a escrita e suas histórias.

  Achei essas dicas sensacionais, e foram descritas de um jeito fácil de entender. Sou o tipo de pessoa que rascunha as ideias antes de sentar e escrever os capítulos, gosto de ter tudo organizado na minha cabeça para tentar evitar os meus surtos de inspiração – que são momentos em que ideias surgem do nada e eu simplesmente coloco nos capítulos sem pensar se é coerente ou não.

  Pretendo fazer mais postagens sobre os temas que Crispim trás em seus livros. Não deixem de seguir ele no instagram para terem acesso a mais dicas como essas 😉 

Fontes

Guia do escritor de ficção – Bruno Crispim Wattpad

Guia do escritor de ficção – Instagram

Blog: Dicas de escrita – Carolina

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