Criando um personagem: parte 2

Criando personagem

Criar um personagem pode ser fácil para alguns, enquanto para outros é difícil. Aprenda algumas técnicas para dar vida ao seu protagonista.

Já fiz uma postagem dando os primeiros passos na hora de criar o personagem, que se resumem em entender o seu enredo, dar um nome e uma imagem ao personagem da história. Esses passos são consideravelmente fáceis de serem seguidos, contudo é apenas o começo da jornada.


Leia também: Como criar um personagem


Vou mostrar á vocês, 4 tópicos que devem ser considerados na hora de criar o seu personagem.

Entrevistando o personagem

Acho esse tópico um dos mais conhecidos, muitos autores e editores falam sobre a importância de se conhecer o seu personagem usando o método da entrevista.

Se você não conhece, funciona da seguinte maneira: fazer perguntas sobre a vida do personagem afim de solidificar a realidade dele.

Nas perguntas existem desde a altura e cor do cabelo até mesmo o posicionamento político do personagem. Dependendo da narrativa em que estiver criando, talvez seja necessário criar do zero uma sociedade com uma cultura e política. Então é importante posicionar o seu personagem nesse ambiente.

De qualquer forma, você pode elaborar as perguntas que te ajudem a construir o personagem.

Caso você não consiga, eu recomendo buscar por aplicativos. Uma seguidora do instagram recomendou o “Character Story Planner”, que é inglês mas é de imensa ajuda para determinar a personalidade do personagem. Além disso, ele é recomendado pelos usuários por ajudar também na composição de toda a história.

Então vale a pena pesquisar, baixar e testar.

Da minha parte, recomendo o uso do Bibisco que só é utilizado em pc. Nele, há uma página exclusiva com personagens, sendo que os principais tem a entrevista á ser respondida, enquanto os personagens secundários fica mais livre para o autor criar. Em breve farei uma postagem sobre esse programa para vocês.

Posicionamento e comportamentos do personagem

Uma das coisas mais importantes é você saber como o seu personagem irá se comportar e se posicionar em determinadas situações. Isso vai dizer muito sobre a personalidade dele, viu?

Vou usar o exemplo mais clichê dos romances: a garota nerd e o garoto popular.

Quando acaba sendo descoberto pelos demais alunos da escola que a garota nerd é apaixonada pelo garoto popular, podem ocorrer cenas de bullying. A questão é: como que a garota irá reagir á esse tratamento pelos colegas da escola, e como o garoto popular irá reagir ao saber que tem uma garota sofrendo por simplesmente admitir gostar dele?

E não pense que se tratam de situações extremas, as pequenas decisões também contam muito. O personagem percebe que uma flor está morrendo, ele irá cuidar dela ou passar longe?

São pequenas atitudes dos personagens que nos contam sobre eles. Por isso, pense bem na hora de criar seus capítulos.

Mudanças de personalidade do personagem

Você não tem a mesma mentalidade de quando tinha 12 anos de idade, não é mesmo? Então permita que seu personagem cresça, que mude de comportamento, e pode ser tanto positivo quanto negativamente.

Se for do seu interesse, situações que ocorrem na vida são capazes de nos fazer mudar. Um fora pode fazer um rapaz se sentir inferior. Perder um concurso pode tornar uma universitária mais focada em seus estudos.

Situações diárias nos mudam á todo instante. Preste muita atenção na hora de inserir as subtramas para verificar se ela impactará na vida dos seus personagens, ou não. O desenvolvimento do seu personagem é esperado em toda a história, lembre-se disso.

E isso é de suma importância para personagens adolescentes. Essa etapa da vida pede muito de nós, seja para sermos mais responsáveis, pra pensar no futuro, pra aproveitar a juventude… Tal fase da vida é considerada a ideal para aprendermos sobre nós mesmos e também de aprendermos á lidar com os problemas. Claro que nossa personalidade continua a ser modificada no decorrer da vida, mas a adolescência se torna o enfoque, pois é tudo maior, mais explosivo.

A vida pessoal é um exemplo

Caso não tenha ideia do que usar nas suas histórias para servir á seu personagem, então pense na possibilidade de usar suas próprias experiências.

Já falei aqui no blog sobre inserirmos em nossas histórias, aspectos nossos de forma inconsciente. Agora você o fará conscientemente.


Leia também: Nossos padrões inconscientes na escrita


Vamos supor, uma situação da época da escola, ou então da sua infância que considera interessante para o seu personagem…

Como exemplo, no livro que estou escrevendo (que envolve feiticeiros e magia), a imagem e nome do protagonista foram retirados de um personagem do power rangers do espaço que eu assistia quando era criança. E sua personalidade foi inspirada na forma como EU imaginava esse power ranger (que inclusive foi um dos meus primeiros crush da vida, depois veio o Johnny Bravo).

Usar exemplos de nossas vidas é comum, não ache ruim e nem fique envergonhado. Talvez você possa modelar as experiências, de forma á ensinar ao seu leitor uma lição, ou colocá-lo para refletir junto ao personagem.

Conclusão

Um personagem, seja ele de fantasia ou não, é humanizado nas histórias. A vida não é cheia de flores, por isso os obstáculos são de suma importância, para ensinarmos aos leitores que é possível superar nossos medos e barreiras, e que crescemos e nos desenvolvemos com eles.

Inegavelmente, quanto mais atento estiver nessas questões acerca do seu personagem, mais real ele se tornará, e maior será a empatia do seu leitor em relação á seu personagem.

Nem que seja pra aprender á reagir ao ganhar meia como presente de natal.

Aplicativos citados no post

Character Story Planner – Play Store

Novel Write Software – Bibisco (vem em português, e usuários Linux podem baixar também)

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