Bruxaria Caminho da Lua

Vertentes da bruxaria – primeira parte

Vertentes da bruxaria parte 1

Em seus estudos bruxescos você já deve ter reparado que existem diversas práticas da bruxaria moderna. Mas já chegou a estudar sobre cada uma delas? No post de hoje irei falar brevemente sobre algumas vertentes da bruxaria.

Não é novidade que existem tantas práticas e crenças diferentes que são consideradas bruxaria. Por terem tantas, alguns iniciantes podem desconhecer grande parte delas, e por isso optei por fazer essa série de posts.

Acredite, meu caro, encontrei cerca de 17 práticas diferentes. Incrível, não? Sendo assim, o post ficará dividido em 3 partes, para que a leitura não fique cansativa para você. Vamos lá?

Bruxaria ancestral

Bruxaria ancestral é uma religião, uma vez que religião compreende a veneração de deidades como conjunto de técnicas ou conhecimento que religa o homem com as deidades. No entanto, a BA é ligada, também, à ciência e a filosofia, pois busca agregar conhecimento de diferentes origens, sejam elas antigas ou recentes.

Dessa forma, os bruxos tornam-se capazes de alinhar o conhecimento científico atual e moderno com a sabedoria ancestral.

A Bruxaria Ancestral tem como valor a verdade, é com ela que eles se comprometem. Não é trabalhado dogmas, porém há linhas gerais de condutas que as tradições da BA devem seguir. Um ponto de relevância é que essa verdade deve ser vivenciada, e não apenas estudada.

Nessa vertente, o livre-arbítrio é trabalhado como o reconhecimento da verdade no fundo

Da mesma forma que bem/mal não são aceitos pela BA, uma vez que para os bruxos não há pecado, punições divinas ou prêmios. Ela trabalha com a ação e reação.

Bruxaria Tradicional

Os círculos de bruxaria tradicional começaram a surgir por volta do século XVIII quando ouve a transição do feudalismo para o iluminismo. Assim, os bruxos puderam proteger a cultura mística e ancestral com essa estrutura. Nos anos 60 deu-se início à vários movimentos dentro da bruxaria que dão origem a tantas outras vertentes.

Dentre os conhecidos, temos o nome de Roy Bowers, que a fim de atacar Gardner, declarou-se o mais tradicional dentre os tradicionais. Roy foi fundador do Cochranianismo que é uma religião que se diferencia da Wicca e demais vertentes a ela ligados. Pelo o que se dá a entender, Bowers chegou a ser iniciado na Wicca, porém rompeu e ficou contra a Wicca.

Há alguns livros que falam da bruxaria tradicional diferente, onde o rito à fertilidade não ocorre nos campos, mas o adapta à vida moderna. Já outras fontes afirmam que a Bruxaria Tradicional não envolve a mistura de crenças de diversas culturas, mas sim centrando-se em uma só.

É a continuação das crenças e práticas culturais da antiga Europa, que continuaram a ser passados continuamente, geração após geração, mesmo após o advento do cristianismo.

Ela tem uma forte ligação com a Bruxaria Familiar, uma vez que a maior parte dos bruxos tradicionais advém de famílias bruxas. No entanto, o que a diferem dessa outra abordagem familiar, é que a Bruxaria Tradicional também aceitam membros indicados.


Leia também: Teoria Wicca – primeiros estudos | Aspectos da Arte – tradições da Wicca


Dianismo

Essa é uma vertente que tem como principal foco o culto à Deusa Diana. Também conhecido como Dianismo Feminista, é uma tradição que trabalha com o movimento feminista e também trabalha com o neopaganismo.

Ela é bastante similar à Wicca, porém o masculino é excluído nessa vertente. Sendo assim, as mesmas regras da Wicca são aplicáveis aqui também, como a lei do retorno, responsabilidade pessoal, respeito ao livre-arbítrio, etc.

Uma característica presente no Dianismo é a valorização do sagrado feminino, e a união entre as mulheres. Sendo assim, a tradição busca reverter a desvalorização da mulher na sociedade, e as trazendo para o primeiro plano, honrando-as e as amando. Isso não significa que a figura masculina é desmoralizada dentro do Dianismo, na verdade o respeito por eles é equilibrado.

“Não defendemos o femismo (machismo às avessas, dominação da mulher sobre o homem), mas o feminismo (a ideia revolucionária de que mulher também é gente)”.

Stregheria

Muitos devem conhecer a Stregheria devido à um dos livros mais famosos no mundo bruxo “Aradia: evangelho das bruxas“. Charles Leland é o autor que apresenta a antiga religião italiana, e alguns aspectos característicos dela para o mundo. Apesar de que na época, final do século XIX, não foi levado à sério pelo público, fazendo sucesso após sua morte.

Essa seria uma religião que cultua a deusa Diana, e que seria tão antiga a ponto de sobreviver todo o período de inquisição na Itália. Em uma parte do livro é dito que os bruxos dessa religião eram procurados com mais avidez do que a própria máfia italiana.

Toda a tradição da Stregheria teria sido iniciado com uma moça chamada Aradia, que seria filha da própria Deusa Diana, que veio para o mundo dos humanos ensinar sobre a bruxaria e o culto à Deusa. Após ter cumprido sua missão, Aradia teria retornado ao lado de sua mãe.

No livro de Leland, é visto com bastante frequência nas orações as pessoas fazendo ameaças aos deuses para terem seus pedidos realizados. Apesar de ser algo que gere espanto em nossos tempos, devemos lembrar que para uma época antiga isso fosse bem comum.

Atualmente há ruínas de templos antigos da Stregheria lá na Itália.

Alexandrina

Fundador da tradição Alexandrina, com certeza é um nome que acarreta em discussões entre os wicannos.

Dizem que ele tentou ser iniciado em um coven gardneriano, sendo recusado. Entretanto, fora iniciado em outro coven por outra sacerdotisa, e que esse caminho o levou a ter em posse o livro das sombras de Gardner.

Alex Sanders costumava ter uma postura bem similar á de Gardner quanto a publicidade da Wicca. Ele falava muito bem com as pessoas, seguindo a mesma linha do fundador em ir para as grandes mídias.

Porém, em meio de suas palavras, Sanders afirmava vir de uma família tradicionalmente bruxa, e que havia sido iniciado por sua avó. Inclusive, depois de ter acesso ao livro das sombras de Gardner, ele reescreveu e alterou o livro como queria para dizer que aquele, sim, era o livro das sombras verdadeiro. E ainda mais, dissera que fora entregue por sua avó.

Claramente que isso fora desmentido depois, o que não gerou muita confiabilidade nele.

“Sanders logo se envolveu em uma guerra publicitária com os gardnerianos, os quais menosprezava como sendo seguidores de um culto moderno e inventado (em que pese o fato de ele ter tomado de empréstimo de Gardner boa parte de seu próprio material); também apresentou sua versão da bruxaria como artigo genuíno”

O ponto alto de sua publicidade, fora se autoproclamar como rei dos bruxos, e sua esposa como a rainha. No entanto, a partir dos anos 70 Sanders saiu da vista da mídia após se divorciar, focando mais na iniciação e treinamento dos novos adeptos.

Apesar de ter se envolvido em mentiras, a verdade é que a tradição Alexandrina cresceu, principalmente nos anos 70. E mais, a visão diferente que ele propunha conquistou os novatos, teve até gardnerianos se adaptando á tais premissas diferenciadas.

Conclusão

Infelizmente nos faltam algumas informações que falem mais sobre essas tradições, seja a história delas ou de suas crenças. Caso seja do seu interesse pesquisar sobre algumas, recomendo que busque por Conselhos, onde reúnem informações maiores sobre as tradições.

Isso serve também para as tradições da própria Wicca.

Como essa foi a primeira parte, em breve trarei mais informações para vocês sobre as práticas da bruxaria. Essa é apenas a primeira parte de três postagens. No mais, deixo abaixo alguns links de referência que utilizei para compor esse post.

Fontes & Leituras

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