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Exercício de escrita #2: criando oneshot

oneshot

Nós autores temos de exercitar nossa escrita para desenvolvê-la. Assim encontramos um estilo próprio, e ainda proporcionamos a melhor experiência para nossos leitores. No post de hoje, deixo mais um exercício de escrita para os escritores.

Existem vários meios de exercitar a escrita, sendo que o essencial é fazê-la um pouquinho todos os dias. Criando o hábito de escrever diariamente, não perdemos o fluxo criativo na hora de escrever um livro.

Hoje resolvi deixar um exercício que irá ajudar além do esperado. Vamos lá?

O que é uma oneshot?

Na tradução livre, um único tiro.

Nas fanfics, chamamos oneshot as histórias de capítulos únicos. Normalmente elas não tem um número máximo de palavras, e nem regras além de que o início, meio e final da história são feitos num capítulo só.

São história mais ligeiras, que não precisam de tanto desenvolvimento para passar a mensagem central. Assemelha-se muito á crônicas.

Porém, não ache que uma onsehot não dá trabalho só por ser “curta”. Muitas fanfics escritas em oneshot requerem os mesmos cuidados que um livro comum. A única coisa é que não dá para enrolar demais, desenvolver a história demais.

Afinal de contas, o leitor sabe que a história será curta. Mesmo que tenha 10 mil palavras, e seja bem escrito, ele tem a noção de que o enredo é simples.

Alguns autores chegam a fazer twoshots ou até mesmo threeshots. Mas o foco desse exercício será um capítulos apenas.

Qual a finalidade do oneshot

Basicamente usaremos ele como um banco de ideias e desenvolvimento da escrita.

Acontece que temos ideias e insights para criar uma história, só que não há tempo para desenvolvê-la e criar um livro. Nesse caso, iremos focar apenas no conceito de início, meio e fim como rascunho.

Com a oneshot preparada, você pode guardar esse rascunho em alguma pasta ou arquivo do seu computador sem qualquer receio de esquecer a ideia que tivera. Pode passar quanto tempo for, e você pode se esquecer do que escreveu, mas terá um rascunho para te ajudar á se lembrar.

E sua segunda finalidade é de justamente exercitar a escrita. Dependendo da ideia que teve para um história, ele pede por uma escrita própria. Então há enredos que tem uma narrativa mais breve, outra mais formal e aquelas com uma linguagem mais antiga.

Nesse caso já fica determinado o tipo de narrativa que a história pede para ser usada. É uma informação preciosa que precisa ser registrada, não acha?

Vamos criar a oneshot!

Muito bem, expliquei bem da teoria, mas precisamos mesmo é da prática. Para isso, vamos fazer um breve planejamento da ideia que teve.

Pegue uma folha que possa ser grampeada onde for escrever sua oneshot. Caso for digitar a oneshot, adicione um nota antes da história com as informações á seguir:

  1. Nome provisório;
  2. Temática central;
  3. Características do cenário;
  4. Características do protagonista;
  5. Cenas pensadas para a história.

Essas informações serão inseridas no topo de sua oneshot. Afinal, iremos criar uma espécie de arquivo. Quando for acessar o arquivo, você saberá quais eram as ideias primordiais da oneshot.

No quinto passo é interessante você já descrever a cena tal como imaginou. Insere-a no foco narrativo da história.


Leia também: Escrita em dia: alguns exercícios para a prática | Uso da música para criar personagens


Segundo passo – escrevendo o rascunho

Agora que já ficou bem claro quais são as ideias primordiais desse novo enredo, vamos colocar a mão na massa.

Comece escrevendo uma breve introdução do enredo. Não precisa se atentar á detalhes caso não tenha pensado ainda. Apenas queremos colocar ideias e ordená-las para ficar coerente.

Na parte introdutória sempre buscamos apresentar ao leitor a vida do protagonista tal como ela é. Ou então falar sobre o cenário que a história se passa. Basicamente é o momento de darmos informações.

Escreva a história da forma como imaginou, seguindo o fio do começo e partindo para o meio. Nessa parte o protagonista já saiu de sua vida pacata e partiu para a aventura. Algumas cenas do quinto passo provavelmente serão inseridas nessa parte. Sendo assim, saiba como distribuí-las corretamente, mantendo sempre a coerência.

Uma vez que chegue ao final da história, releia todo o rascunho e veja se alguma ideia inicial ficou de fora, ou se há algo que gostaria de adicionar.

Se não quiser mexer no que já foi escrito, adicione as cenas que pensou no quinto passo.

O que não é preciso se preocupar na oneshot

Como estamos usando a oneshot como um simples exercício, e não com a intenção de publicar de imediato a história, então há algumas coisas das quais você não precisa se preocupar.

Número de palavras: deixe sua mente fluir livremente. Na medida em que escreve, é esperado que tenha mais insights para sua história. Então não se preocupe se ela ficar muito grande ou muito pequena.

Detalhes imediatos: vamos supor que sua história irá abordar um tema que precise de pesquisa. Você não precisa pesquisar nesse exato momento, é até interessante que coloque o conhecimento que você já tem sobre o assunto na oneshot. Apenas faça o segundo passo das notas explicando bem qual o tema central que precisa ser pesquisado. Se preferir, explique também a forma como deseja que o tema seja tratado na história.

Desenvolvimento de personagens: é provável que na sua ideia primordial você não tenha se atento á quantos personagens irão aparecer na história. Isso faz parte de um planejamento futuro do livro, então não tem problema em focar apenas no protagonista ou em criar poucos personagens.

Ou seja, o que podemos entender disso? Não se atente aos mínimos detalhes!

Recomendação para as notas da oneshot

Aqueles 5 passos ditos anteriormente são de suma importância para ao reler a oneshot você não ficar “boiando”. Por isso elas precisam estar bem respondidas para que a ideia da história seja acessada futuramente.

Caso esteja escrevendo pelo computador ou pelo celular, recomendo o uso de aplicativos de notas.

O Evernote e o Notion são grandes aliados para isso. Neles você pode criar uma nota/página só sobre essa oneshot, reunindo todas as informações que precisa. E mesmo depois de ter escrito a oneshot, se tiver algum outro insight fica fácil de acessar as notas e atualizar as ideias.

Inclusive, em ambos é possível adicionar um anexo. Então ao terminar de escrever a oneshot, salve ela no seu computador e anexe na nota dos aplicativos.

O principal motivo de eu recomendar os dois é pela facilidade de acessar por qualquer meio. Você não fica dependente do seu computador para acessar a oneshot. Pode ser pelo celular, pelo pc de outra pessoa, pelo tablet.

Aonde for, você terá acesso aos documentos.

Conclusão

Oneshot pode ser usado como um banco de ideias e prática da escrita. Quando não temos tempo para desenvolver uma história como um livro (cerca de 50 mil palavras), podemos expressar as ideias principais e guardá-las para usá-las em outro momento.

E de praxe, praticamos a nossa escrita ao desenvolver brevemente uma narrativa curta.

Experimente criar oneshot de suas ideias.

Recomendação!

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