Código da Vinci – Recomendação de leitura

O código da Vinci - recomendação de leitura

Um romance policial com direito à filosofia e simbologia, abordando temas polêmicos sobre a religião mais popular do mundo. O Código da Vinci do autor Dan Brown pode nos fazer se interessar pela história das religiões.

Para fazer um post sobre recomendação de leitura, ponderei muito sobre qual deveria falar. Afinal de contas sou casada com os romances de época, amo os romances escolares clichês, e vários affairs com fantasia. Digamos que um romance policial foi novidade para a minha pessoa.

Hoje quero falar um pouco sobre o livro “O Código da Vinci” do autor Dan Brown, e de como ele me fez curiosa sobre a história das religiões.

Aliás, se você não leu o livro e nem viu o filme, já aviso que esse post irá conter spoilers. Caso não goste, então recomendo que procure por resenhas em outros blogs, pois aqui quero falar muito sobre o enredo.

O código da Vinci antes da leitura

É claro que fui uma das que assistiu o filme primeiro e somente então foi atrás dos livros. Como disse anteriormente, romance policial realmente não é um gênero atrativo para mim. Contudo, um filme protagonizado por Tom Hanks foi o auge para me fazer comprar o livro.

E acredito que muitos outros também tenham sido influenciados dessa maneira.

Sabemos muito bem que ver um filme que é baseado em livros terão muitos cortes do enredo. Já é esperado, mas ainda assim podemos nos surpreender. E devo dizer que para compreender algumas informações ditas nesse romance, eu tive de assistir o filme e ler o livro diversas vezes.

Não porque a informação seja difícil, mas sim para literalmente aprender. Igual uma aula de história.

Veja bem, o cerne desse romance é basicamente a história. Sociedades secretas parecem algo irreal para nossa era moderna, ainda mais se pensarmos em uma que sobreviveu vários séculos na obscuridade. Já imaginou quantos segredos a história ainda guarda?

Nos consideramos tão avançados em certos pontos, que ao ler o livro me dei conta de que a frase do filósofo grego “Só sei que nada sei” faz muito sentido. Podemos ter avançado, mas ainda somos pequeninos nesse mundo.

Assistindo ao filme já pude separar algumas cenas que considerei as minhas partes favoritas. E quando peguei o livro para ler, foquei tanto nelas que quase tive um treco. Ainda mais por enxergar sentido e lógica em alguns pontos do enredo.

Contudo, a parte mais interessante de todo o enredo com certeza é a polêmica.

Código da Vinci e a Igreja Católica

Se existe um assunto que desperta a curiosidade do homem é a religião católica. Constantemente os historiadores estão procurando por evidências da vida de Cristo, criando hipóteses e descartando-as o tempo todo. As pessoas tem uma curiosidade natural sobre algumas religiões.

Por exemplo, tem estudiosos que estão até hoje procurando a cidade perdida de Atlântida que foi citada por Platão. E com isso conseguimos perceber que mistérios é algo que o ser humano adora desvendar. Não apenas para saciar a sua curiosidade e torná-la real, mas por sentir prazer em entrar em contato com o desconhecido.

E a religião católica entra nesse quesito.

Levando em consideração toda a história da Igreja, podemos perceber com facilidade que há muita coisa escondida dos fiéis. O romance de Dan Brown, por exemplo, irá usar um tema bem polêmico e dolorido: a relação da igreja com o paganismo.

O motivo de ser polêmico se dá, obviamente, pelo período da Inquisição. O uso político da igreja que culminou na morte de milhares de pessoas inocentes ao longo de vários séculos. Aquele que não era cristão, era considerado bruxo do demônio. Fora de maneira brutal que os pagãos foram caçados e mortos pelas mãos da Igreja.

Sabendo disso, imagina encontrarmos um livro que irá falar que Jesus Cristo teria deixado a Igreja Católica nas mãos de uma mulher?

Shi… é, agora você entendeu porque o assunto é polêmico.



Fatos históricos e a ficção

Um dos pontos positivos desse livro é justamente abordar fatos históricos. Por que a sexta-feira 13 é considerado um dia de azar? Quem foi Constantino? Como a bíblia surgiu? Esses são alguns questionamentos que o livro aborda, mesmo que bem rapidinho.

Elas se tornam âncoras que ligam o passado e o presente no enredo. Enquanto os personagens Langdon e Sophie pensam em qual o próximo passo deve dar, é necessário olhar o passado e interpretá-lo. Ou seja, precisamos aprender com a história tanto do ponto de vista real quanto do simbólico.

Dessa forma, ambos são capazes de encontrar o passo seguinte. É como um constante puzzle.

Na medida em que os personagens falam sobre esses pontos históricos, nós leitores estamos aprendendo. Isso desperta a nossa curiosidade, pois percebemos que não sabemos absolutamente nada da nossa própria história.

Contudo, tratando-se de um romance policial devemos tomar muito cuidado com as informações ali ditas. Afinal de contas, até que ponto essas infos são fictícias? A linha entre realidade e ficção é bem fina, pois o autor foi simplesmente genial em sua narrativa.

Independente se for verdade ou não, ficamos presos e curiosos para saber mais. Segredos é algo que o ser humano adora lidar, imagina sociedades secretas. Aquilo que é escondido desperta a curiosidade do homem, pois o seu prazer está no processo de descobrir algo. O resto fica como consequência, sejam elas positivas ou negativas. O processo é o que importa.

Contudo, se ponderarmos sobre a possibilidade de veracidade da história, podemos imaginar que um único livro seria capaz de abalar séculos de história de uma religião. A briga seria ferrenha, e mudaria completamente a Igreja como a conhecemos. Mas por ora, ela permanece como uma mera ficção.

O documentário “Decodificando o Código da Vinci”

Esse é um documentário feito pelo History Channel, se eu não me engano, e que pega alguns pontos abordados no livro e no filme para desmistificar. Quais informações são reais e quais são falsas?

Teria Leonardo da Vinci realmente escondido alguma mensagem em suas obras? O Priorado de Sião realmente existe? Onde estaria o túmulo de Maria Madalena? O que é o caminho da rosa? São tantas perguntas que nos fazemos ao longo da leitura, que alguns deles podem ser respondidos pelos historiadores.

Porém, o que me chamou a atenção foram as entrevistas com alguns empregados das igrejas que são citadas na obra. Eles disseram que após o lançamento do filme, muitos turistas apareceram carregando o livro debaixo do braço.

Isso mostra que a obra de Dan Brown, mesmo sendo ficção, despertou a curiosidade das pessoas a ponto de irem tirar suas próprias conclusões. Tratando-se de um livro, isso é um efeito bem raro.

O documentário é interessante de ser assistido, pois ele irá pegar vários pontos usados na narrativa e explicar historicamente. Acaba sendo, então, um aprendizado a mais para nós.

Conclusão

O romance de Dan Brown com certeza merece elogios, independente se as informações são reais ou não. A forma como ele conseguiu chamar a atenção das pessoas, e prender suas atenções na história é algo admirável. Como escritora, gostaria de chegar a esse ponto um dia.

A principal missão de um escritor é ensinar algo ao seu leitor. Nesse caso, aprendemos sobre o nosso passado e como interpretá-lo, como podemos ser curiosos sobre nossas culturas e crenças. Devemos ser questionadores, e não aceitar tudo o que nos é dito com facilidade. Pensar e aprender.

No final das contas acabei recomendando um combo: livro, filme e documentário. Se você gosta de história e é curioso sobre as religiões, separe o seu final de semana para se deleitar nesse combo maravilhoso.

Links externos

Documentário – Da Vinci decodificado

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Sobre a autora

Alis Green

Uma bruxa escritora que é viciada em animes. Adora estudar sobre mitologias e história, como também gosta de ler romances regenciais. Quando aprende alguma coisa nova, sempre passa à frente em seus posts.

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