Bruxaria Caminho da Lua

5 mitos sobre a bruxaria que você já acreditou

cinco mitos sobre a bruxaria

A bruxaria é tão antiga que carrega consigo mitos e boatos que resistiram ao tempo que caíram no senso comum. Algumas delas você deve ter escutado, e provavelmente acreditado. Mas hoje, venho te acordar para a realidade da bruxaria natural.

É muito compreensível que com o começo da Inquisição, vários boatos falsos sobre a bruxaria começou a se espalhar pelo mundo todo, gerando um mal entendido sobre a prática. Além disso, perpetua-se esses boatos, que ocasionam intolerância religiosa pelo mundo todo.

Mas, cá estou para te ajudar a compreender 5 boatos que o senso comum acredita, e que na verdade são falsos.

O diabo das bruxas chama-se Deus Cornífero

Esse é um clássico. Uma coisa que devo destacar aqui é que na Bruxaria Natural não existe nenhuma figura demoníaca conhecida como Diabo ou demais nomenclaturas popularmente conhecidas.

Há vertentes que praticam o satanismo, porém não devemos dizer que todas as bruxas o fazem. Assim como dentro do cristianismo existem diversas linhas religiosas que contém suas diferenças, apesar de seguirem uma base teológica similar, o mesmo ocorre na bruxaria. Existem diversas práticas, com diversas filosofias.

Aqui posso falar basicamente daquelas que conheço como a própria Bruxaria Natural, Wicca e Druidismo.

Agora, sobre o Deus Cornífero. No panteão celta existe uma divindade masculina cujo nome é Cernnunnos, e aqui no Brasil seu nome foi traduzido como Deus Cornífero. Isso se dá pelos chifres que a divindade tem.

No panteão celta, e até mesmo em outras culturas antigas, os chifres representam a divindade. Como se não bastasse os chifres, Cernnunnos é representado com tantos outros objetos que também são ligados ao divino. Isso só mostra que ele é uma figura importante dentro do panteão celta.

Além disso, Cernnunnos é o deus que protege os bosques, a vida selvagem, os caçadores. Seus chifres tem uma forte simbolização à essa vida natural, afinal de contas existem diversos animais que tem chifres e os usam para lutarem ou se protegerem.

Não há nada relacionado à maldade, tirar vidas ou coisas do tipo. A tradução do nome vem pela maior característica desse deus, que são os chifres e seu simbolismo dentro daquele panteão. Nada mais.


Leia Também: O Deus Conífero pagão


As bruxas fazem feitiços para seduzir

Esse tipo de boato chegou a entrar no Martelo das Bruxas no período da Inquisição.

Existe, sim, a possibilidade de uma bruxa fazer feitiços, rituais para atrair a pessoa amada. Algumas delas chegam a invocar deusas da beleza e do amor para potencializar o procedimento e ter mais energia para atrair o objetivo.

Só que há um porém.

Pode parecer que a bruxaria é permitido tudo, só que existem certos compromissos das quais as bruxas aceitam e tem consciência. Justamente para que esse pensamento de “liberdade” seja reconsiderado para não ser seguido ao pé da letra.

São regras das quais tornam a própria bruxa responsável e consciente sobre aquilo que ela faz.

  • É permitido fazer tudo o que deseja, desde que não fira à ninguém.
  • Saiba que tudo o que fizer, retornará para ti 3 vezes mais forte.

Essas duas regras são o suficiente para fazer a bruxa compreender que essa “liberdade” é falsa dentro da bruxaria natural. O ser humano não dita as regras sobre a própria vida, é a natureza que o faz. Caso contrário, já seríamos capazes de burlar a própria morte, não é mesmo?

Paralelo à isso, dentro da comunidade bruxa existe o bom senso de evitar fazer feitiços para que alguém se apaixone. Pois isso tira o livre arbítrio da pessoa enfeitiçada em ficar com quem ela deseja. Se você é fã de Harry Potter, é só pensar nos pais de Voldemort. É explícito que feitiços desse tipo devem ser reconsiderados antes de serem colocados em prática.

Sexta-feira 13 é dia de azar!

Esse é clássico. Mas eu quero perguntar, você sabe por quê da sexta-feira 13 ser temida?

Com certeza não sabe.

Não há nada de incomum nesse dia. É isso. É um dia qualquer, com você seguindo sua rotina e correndo de braços abertos para o final de semana.

O dito popular sobre a sexta-feira 13 começou no período da Inquisição, e dessa vez as bruxas não tem relação alguma com isso.

Na verdade, foi uma briga entre os cavaleiros templários e a Igreja Católica, lá na França (se não me engano) que resultou nesse mito tão hediondo.

Naquela época, os cavaleiros templários tinham grandes poderes dentro da Igreja. Com a mudança do papado, o novo Papa e o Rei da França queriam as posses dos cavaleiros e tirá-los da jogada. Como na época ocorria a caça às bruxas, foi emitido uma ordem de que todos os cavaleiros deveriam ser caçados por serem considerado hereges.

Exatamente na sexta-fera 13, vários cavaleiros templários perderam suas vidas, alguns conseguiram fugir para outros países. A partir de então o dia ficou considerado como má sorte.

Esse evento é mencionado no livro “O código da Vinci” de Dan Brawn, além de ser um evento histórico que você poderá encontrar em pesquisas mais profundas.


Leia também: Caça às bruxas – compreendendo o marco histórico


Gato preto dá azar!

Quando chega a sexta-feira 13 as bruxas criam todo um movimento para proteger os pobres gatos pretos, pois a humanidade insiste em tirar a vida dos bichinhos por causa de superstição.

Assim como tantas outras como quebrar o espelho, passar por debaixo da escada, o gato preto não tem nada a ver com a bruxa. Séculos atrás era dito que o gato seria algum tipo de encarnação do diabo, ou coisa assim, e acabou gerando toda essa polêmica por cima do bichano.

Os gatos tem andado ao lado do ser humano tanto quanto o cachorro. Principalmente no Egito, onde várias figuras felinas eram presentes dentro da mitologia e cultura egípcia.

Dentro da bruxaria natural, os gatos (assim como outros animais) são considerados familiares dos bruxos. Um espírito guardião, algo assim. Os bruxos tratam os animais com o devido respeito como seres vivos e parte da natureza.

No xamanismo, trabalha-se com os animais do poder, onde os animais assumem arquétipos que podem ser ativados na pessoa. E é claro que o próprio gato contém seus atributos sagrados.

O pentagrama é coisa do demônio

E lá vamos nós falar de simbologia.

O pentagrama pode deter diversos significados, basta saber para o quê está sendo utilizado. Da mesma forma que os nazistas usaram a suástica para representar o movimento e partido da época, sendo que na verdade a suástica é um símbolo budista.

O pentagrama representa os quatro elementos (fogo, terra, ar e água), que ao estarem equilibrados evoca o quinto elemento que é o éter, ou espírito. Para esse fim, o pentagrama é representado com uma estrela de cinco pontas, sendo que apenas uma é apontada para cima.

Quando se vira o pentagrama de ponta cabeça, o significado pode mudar. Em algumas crenças permanece a dos 5 elementos.

Agora, se a pessoa faz uso do pentagrama para representar alguma figura “demoníaca” com certeza são ligadas à cultura cristã e não pagã. Até porque no paganismo não se cultua demônios, eles não existem nessa cultura. Sendo assim, ver um pentagrama e dizer que a pessoa cultua o demônio é um boato, pois a maioria das bruxas são pagãs e se quer acreditam nessa figura.

Conclusão

Com certeza existem tantos outros boatos acerca da bruxaria, porém foquei em 5 somente para tirar as dúvidas mais cruéis. Percebe que algumas delas tem algum fatos histórico que deixou de ser relevante ao longo da história do ser humano? As pessoa simplesmente desconhecem os fatos, e passam a repercutir os boatos e senso comum.

Por esse motivo que a bruxaria natural, e tantas outras vertentes, incentivam os iniciantes a estudarem. Pois a bruxaria está ligada ao seu passado, à história do ser humano, que precisa ser lembrada e compreendida. Dessa forma, os boatos deixam de ser “verdadeiros”.

Caso tenha gostado desse post, comente aqui algum mito ou superstição da bruxaria que você já ouviu.

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