Kuroko no Basket – trabalhando em equipe

kuroko no basket

Um anime de basquete que irá nos fazer pensar sobre a personalidade de um personagem e correlacionar com suas habilidades atléticas. Nessa semana assisti e analisei o anime “Kuroko no Basket”, e hoje trago minha opinião à respeito dele.

Para ser bem sincera, o anime sempre esteve em evidência. Muitas pessoas o recomendam, mas por se tratar de um anime de esporte acabei não dando a chance à ele. Na verdade eu pensava que jamais iria assistir Kuroko no Basket.

Até que eu ficar entediada em uma tarde de domingo, e encontrá-lo no catálogo da Netflix.

Devo dizer que o anime é muito interessante, e resolvi trazê-lo nessa semana pois em breve a Netflix irá adicionar a segunda temporada do anime. Então, se você quiser assistir, pode fazê-lo nesse final de semana.

Vamos conhecer um pouco mais do anime?

Sinopse

De forma bem resumida podemos dizer que o nosso protagonista é um jovem adolescente chamado Kuroko, que durante o ensino fundamental estudou na escola Teiko. Essa escola é bastante conhecida por ter um grande clube de basquete, com mais de 100 estudantes nele. Como é comum clubes atléticos escolares competirem à nível nacional, a Teiko se destaca sempre vencendo.

Acontece que a Teiko encontra cinco estudantes cujas habilidades são grande potenciais, tornando o time invencível. Mesmo se tratando de jovens do fundamental, eles se tornam conhecidos como Geração dos Milagres. Enquanto esses cinco (ou seria melhor dizer seis) eram um time, eles sempre venciam.

No entanto, os alunos crescem e chega a hora de sair da escola para entrarem no ensino médio, e assim os cinco jogadores se separam. Cada um vai para uma escola diferente.

Kuroko é um membro do time de basquete colegial lendário conhecido como “Geração dos Milagres”, e embora ninguém saiba, os cinco principais jogadores o consideram o melhor jogador de basquete. Quando ele se junta à equipe, todos se surpreendem ao descobrir que Kuroko é pequeno, magro e fraco..qual é o segredo que o faz tão famoso, e quais de suas habilidades são capazes de ajudar a sua equipe?

Time forte da Geração Milagrosa e Kuroko

Já no primeiro episódio somos apresentados para a famigerada geração milagrosa, e do quão forte eram os cinco jogadores. Aliás, seis jogadores. Kuroko fazia parte desse time, apesar de ser conhecido como fantasma ou sombra, pois ele não tem presença alguma e as pessoas simplesmente se esquecem dele.

Da forma como são retratados, os talentos desses jovens durante o ensino fundamental passa a impressão de que seriam melhores que os profissionais. Mas, o anime detém uma barreira que separa bem os adultos dos jovens, e quase não vemos os profissionais por ali.

O time milagroso do ensino fundamental era visto como algo tão grandioso, onde os estudantes novos tinham capacidades e talentos incomparáveis. Ninguém conseguiria fazer o que eles fazem em quadra.

É interessante ver que devido ao grande talento de cada um deles, dificilmente podemos apontar uma fraqueza. São figuras imponentes que deixam os seus adversários desestimulados a jogarem com toda a força.

Por serem tão fortes, chega um dado momento que a equipe se rompe. Eles deixam de trabalhar em equipe e focam no próprio umbigo, o que serviu de frustração para o protagonista Kuroko.

Ao longo do anime vemos os cinco jogadores enfrentando a Seirin (escola da qual Kuroko passa a jogar no ensino médio), onde suas fraquezas começam a aparecer e forçá-los a cooperar em time novamente. Ou seja, Kuroko joga bem o suficiente para fazer com que seus ex-companheiros cooperem com seus respectivos times novamente, e deixarem de olharem para o próprio talento.

A escolha de time de Kuroko

Uma das questões iniciais dos ex-membros do time GM é “por que o Kuroko foi para um time tão fraco?”. Dá a entender que o personagem é alguém grande e talentoso demais para algo tão pequeno, como um time da Seirin, que tem um ano de existência.

Mas conseguimos descobrir o motivo.

Levando em consideração algumas falas do próprio Kuroko, ele ficou frustrado devido aos colegas do antigo time deixaram de confiar nele para jogar, pois estavam ocupados demais com o próprio ego. Sendo assim, faz sentido ele ter buscado um time menor.

Seirin é um time pequeno, mas promissor. E justamente por estarem começando a sua jornada no basquete, eles tem como foco o trabalho em equipe. O trabalho em equipe é algo que Kuroko gosta, afinal sua maior habilidade necessita dessa dinâmica.

Imagina só, uma equipe nova participar de campeonatos, com cada um jogando individualmente. Sem passarem a bola um para outro, sem levar em consideração que podem confiar no próprio colega do time. Não dá. Alguns times apresentam um trabalho em equipe mediano, para também dar espaço para os jogadores mostrarem suas habilidades individualmente. É como se fosse um meio termo.

Sendo assim, a Seirin se torna a escolha ideal para o tipo de basquete da qual Kuroko joga. Não somente dele precisar dos outros, como os demais jogadores precisarem dele para avançarem na partida estrategicamente.

Rivalidade Kagami e Aomine

Se prestarmos bastante atenção na forma como time Seirin tem ganhado as partidas, podemos ver que antes da vitória vem uma derrota.

Uma vez que a Seirin joga uma partida com um time forte e perdem, eles saberão exatamente no quê precisam melhorar. E essa análise não traria resultados satisfatórios se os times jamais tivessem se enfrentado antes.

É aquele pensamento de que a experiência trás a sabedoria. Assistir uma partida pode ser benéfica e fazê-los perceber como que o time joga. Contudo, jogar contra o adversário é mais rico, pois leva-se em consideração a própria habilidade, a percepção, e como que o adversário reage à suas habilidades em quadra.

Por isso, ser derrotado é um grande aprendizado.

Vemos isso com clareza na rivalidade entre Kagami e Aomine, onde o primeiro passa a desenvolver suas jogadas e treinamentos a fim de se equiparar e superar Aomine. E esse treino é eficaz, pois ambos já se enfrentaram.

Levem em consideração que Aomine é, na minha opinião, um dos jogadores mais fortes da GM. Não somente por ser rápido, mas suas jogadas parecem brutas, como se ele transformasse em um monstro quando em quadra. E no time da Seirin temos um jogador que é muito similar, o Kagami.

Inclusive, quando ainda estavam na GM, Kuroko costumava fazer seus passes ao Aomine, onde faziam uma dupla. Na Seirin, Kuroko escolhe fazer seus passes para Kagami. Não foi mera coincidência.

A diversidade nas personalidades dos personagens

Um dos pontos positivos desse anime é o leque de personalidades. Personagem é o que não falta nesse anime, temos vários e por isso achei esse ponto interessante. O criador da história deve tomar muito cuidado na hora de escrever/desenhar, pois há o risco de misturar as personalidades dos personagens, justamente por haverem tantos.

E aqui no anime ainda somamos com a questão das habilidades e técnicas em quadra. Como dito anteriormente, Kagami e Aomine são parecidos em quesito habilidade em quadra. A personalidade deles também chega a ser parecidas, o que justifica a rivalidade entre ambos. É uma rivalidade boa, aquela que fazem as pessoas buscarem a melhor versão de si.

Temos personagens preguiçosos, animados, intelectuais e supersticiosos nesse anime. Diante de tamanha diversidade, a maioria deles se desenvolvem no decorrer do anime. Isso mesmo, além do protagonista, vemos personagens secundários crescendo. Isso se dá justamente pelo impacto da personalidade + habilidade no basquete.

Kuroko é um grande exemplo por si só. O fato dele fazer os passes tão agilmente já seria o suficiente para outros jogadores se impressionarem com ele. Agora, fazer amizade e ser influenciado por sua busca de trabalho em equipe… é não tem como ficar parado.

Sendo assim, a personalidades dos personagens é muito importante nesse anime. Ela se relaciona com a visão deles sobre o basquete, motivação para melhorarem e ainda por cima impacta a relação entre os jogadores do time.

Despedida dos veteranos em Kuroko no Basket

O anime contém 3 temporadas, e a terceira tem aquela tristeza. Afinal de contas, aqueles jogadores que mais ensinam sobre o trabalho em time estão em seu terceiro ano do ensino médio. Tempos de vestibular e escolher um futuro.

Isso gera um pouco de tristeza pois acompanhamos vários times que tiveram suas recaídas e vitórias. Não tem como não gerar vínculo com os personagens. O fato de “o tempo passou” nos faz entrar em despedida justamente no momento em que o anime termina. É um tiro no fã.

Geralmente os veteranos são aqueles que aparentam ser mais maduros, principalmente se eles carregam a faixa de capitão. São eles que brigam, que ensinam, que guiam os calouros para melhorarem suas habilidades. Diria que são o cerne de todo o time.

Kuroko e Kagami, assim como outros integrantes do time Seirin, são do primeiro ano e já se depararam com um time de secundaristas. Devido a linha do tempo do anime, acompanhamos eles avançando um ano, então fica aquela coisa do “vamos vencer esse campeonato, pois será nossa última vez jogando juntos”.

Não tem como não amar esses capitães e os veteranos. Eles são uma força necessária para todos os times. E isso é válido para outros animes esportivos também!



Conclusão

Kuroko no Basket nos ensina a sermos motivados e atléticos, mas principalmente a confiar nos outros. Podemos ser bons em algo, mas nossas habilidades podem ser melhores quando compartilhada. Trabalho em equipe é um quebra-cabeça onde o que falta em mim é preenchido pelo talento de meu colega.

A escola Teiko tinha como lema “vencer é tudo” e isso gerou muita pressão nos estudantes da GM ao ponto de eles se perderem. Esquecerem que o basquete é, acima de tudo, um esporte. O processo é o que conta, e não o resultado. O placar e a vitória, ou derrota, é resultado de todo o processo que são as partidas. Esquecer de aproveitá-las é ser ganancioso.

Ainda bem que Kuroko ensina essa lição em cada uma das partidas, contra os jogadores da GM.

Links externos

Assista a primeira temporada de Kuroko no Basket na Netflix! Aproveite que a segunda temporada está vindo nesse mês.

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Sobre a autora

Alis Green

Uma bruxa escritora que é viciada em animes. Adora estudar sobre mitologias e história, como também gosta de ler romances regenciais. Quando aprende alguma coisa nova, sempre passa à frente em seus posts.

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