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Entendendo o conceito de autoestima

imagens de tons amarelos e alaranjados com uma escrita centralizada sobre conhecer o conceito de autoestima com desenhos de flores

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Entendendo o conceito de autoestima nos permite compreender até que ponto é saudável a visão negativa sobre si mesmo, indo além do esperado socialmente.

Olá caros leitores!

No post de hoje resolvi falar um pouco sobre o conceito da autoestima para que possamos compreendê-la. Questão essa que parece ser tão conhecida, mas que dificilmente conseguimos falar sobre o que ela é de fato. Alguns vão dizer sobre aparência física, outros vão dizer que envolve o humor da pessoa, e assim seguem as opiniões.

Como futuramente eu pretendo trazer um post voltado para o cuidado de pele – principalmente as novas mamães que quase nem tem tempo para dedicar a si mesma – resolvi falar sobre um conceito definitivo da auto estima. Vamos assimilar como que a autoestima está ligada a aparência, humor e tudo mais.

Lembro a vocês que não é somente as mulheres que se veem atadas a baixa autoestima por conta de aparência física, os homens também passam por isso.

➵ O que é

Primeiramente vamos compreender o que é a autoestima em si.

A autoestima é uma avaliação que o indivíduo efetua e comumente mantém em relação a si mesmo (Rosenberg, 1989). Expressa um sentimento ou uma atitude de aprovação ou de repulsa por si mesmo e refere-se ao quanto um sujeito se considera capaz, significativo, bem sucedido e valioso (Coopersmith, 1989; Rosenberg, 1989)

Ou seja, a autoestima envolve o que a pessoa acredita que seja ideal sobre habilidades, capacidades, relacionamentos sociais, e até mesmo acontecimentos futuros. Segundo Bandeira (2009) em seus achados, a autoestima dirá a respeito daquilo que o sujeito elege como suas metas, estabelecendo projetos sobre expectativas.

Contudo, não se deve confundir a autoestima com autoconceito. O autoconceito são as crenças que o sujeito tem de si mesmo sobre raça, crenças, valores, peso, altura, nome. Já a autoestima envolve a resposta emocional que a pessoa chega ao se avaliar. Só que, a forma como o sujeito irá se avaliar se correlacionará com a forma como ele é posicionado na sociedade.

“Se várias pessoas no rodeiam, acreditamos que somos populares. Se as pessoas riem de nossas piadas, acreditamos que somos divertidos, engraçados. Em outras palavras, a forma como nós vemos a nós mesmos é fortemente influenciada pela maneira como os outros nos vêem (Bandeira, 2009).

➵ Experiências que nos moldam

Essa visão que a própria pessoa tem de si mesma, envolve uma construção a partir de experiências bem sucedidas. Como dito anteriormente, a partir da influência com outra pessoa, o sujeito pode considerar algum aspecto como bom ou ruim, criando assim uma meta para mudar, .

Trazendo um exemplo para clarificar a compreensão, imaginemos um cenário onde pessoa A vê pessoa B em um cargo alto, com um bom salário, boas roupas, sempre de bom humor e tomar isso que vê como uma meta a ser alcançada. Porém, ela não percebe que para chegar até aquele ponto envolverá trabalho árduo que talvez não seja do nicho dela. O que ela quer é aquele resultado, não o seu processo.

É difícil vermos pessoas que pegam desse objetivo/meta, e conseguir aplicar em sua dia a dia, respeitando de seu campo de atuação, seus gostos, seu tempo, seu humor, etc. Chega-se ao ponto de seguir exatamente cada passo que o outro fez para ter aquele resultado – seja estéticamente falando, ou trabalhos, hobbys, afins.

Isso se chama influência, e dependendo dos casos chega a ser difícil de não se aglutinar a ela. Comumente vemos isso em adolescente. Temos bastantes artigos que retratam sobre a autoestima nessa fase, de como ela impacta o cotidiano de um jovem. O incomodo que causa pode desencadear uma depressão ou até mesmo se automutilam por terem algum aspecto da autoestima, baixa.

Ainda assim podemos entender que influências vem de todos os lados, basta que nós sejamos capazes de lidar com ela e respeitando as nossas próprias características.

➵ Beleza e vaidade se tornando uma pressão na autoestima

Já sabemos o conceito geral da autoestima, todavia há uma correlação que sempre é feita a esse assunto. A influência nos quesito beleza e vaidade. Muitas pessoas se vêem com baixa autoestima porque não se sentem bem com o próprio corpo e personalidade. Queriam ser mais magros, queriam ter um determinado tipo de pele, gostaria de ser mais espontâneo, gostaria que tivesse menos alguma coisa.

Antes de tudo compreendamos que cada região tem sua cultura e história que influência no famoso “padrão de beleza”. É muito comum que a autoestima seja pautada por aquilo que a própria sociedade delega como atraente, significativo e valioso. Assim é propagado na mídia e que algumas pessoas tomam como meta para se sentirem bem consigo mesmas.

Estou falando sobre o aspecto físico, pois há pesquisas que apontam sobre ela ter grande impacto na auto estima. Avelar e Veiga (2013) trazem em sua pesquisa que o aspecto físico envolvendo a beleza influencia o cotidiano, como a procura por parceiros, características da personalidade que se tornam favoráveis por conta do físico, e até mesmo receber tratamento favorável em interações sociais.

Ou seja, o aspecto da beleza física tem impacto positivo sobre os outros, mesmo que conscientemente a sociedade negue isso.

A forma como a mulher enxerga a si mesma em relação a beleza, influencia a sua autoestima, mesmo que as mulheres saibam que os padrões de beleza sejam irreais ou até mesmo difíceis de serem alcançados.

Pesquisas mostram que a vaidade também entra na autoestima, como uma preocupação excessiva com a própria aparência.

“(…) quanto pior a auto estima de uma pessoa, maior a probabilidade de essa pessoa avaliar como ruim sua aparência, preocupar-se mais em melhorá-la e buscar produtos ou serviços de embelezamento para aumentar sua auto estima” (Avelar e Viega, 2013).

➵ É saudável ser vaidoso e ser cuidar?

Só para ilustrar, isso não significa que se cuidar seja ruim. Muito bem pelo contrário, cuidar de nós mesmos é algo que devemos fazer todos os dias, seja cuidar com o físico quanto mentalmente. O que os artigos trazem como resultados de suas pesquisas, é vermos até que ponto essa preocupação se torna saudável.

Como eu disse no inicio do post, pretendo falar com aqueles que querem tirar um momentinho do dia para cuidar de si mesmo. Seja na hora em que o filho dorme, seja no intervalo do trabalho, seja onde for, tem como dar esse tempo a si mesmo. É comum você se preocupar consigo mesmo, apenas tome cuidado para que o medo tome as rédeas de sua vida.

Quando olhamos para nós mesmos precisamos ver o além do físico, é necessário também nos conhecermos. Sabermos que não somos iguais aos outros. Por isso propus esse tema, de conhecermos a autoestima. Como profissionais da saúde mental, temos noção de que são poucas pessoas que nos procuram para fazer um atendimento afim de ter uma psiquê saudável. Da mesma forma que outros profissionais da saúde devem se deparar com isso.

Outros profissionais da saúde acabam trabalhando com um processo educacional de auto conhecimento. Esse processo envolve a pessoa conhecer o seu corpo, o seu biotipo, antes de aceitar uma dieta que restringe alimentos ou que faça determinados exercícios físicos para cumprir com uma meta. Cada corpo é diferente, e por isso que a dieta e lista de exercícios de um vai ser diferente para outro.

Quando você estiver em dúvida sobre questões de saúde física, alimentação e outros aspectos, procure por alguém que possa te dizer aquilo que você realmente precisa. Para alguns, pode ser que um determinado creme facial seja milagroso e tenha ajudado a hidratar a pele, enquanto para outro pode dar uma reação alérgica forte. Por isso dizemos que cada caso é um caso.

➵ Concluindo

Consideramos então que a autoestima é uma avaliação emocional que a pessoa faz de si mesma. Os critérios para essa auto avaliação podem ser pautados a partir de experiências que a pessoa teve, e influenciado sobre o que socialmente é visto como bom e ideal, sendo que o próprio sujeito toma isso como verdade.

Provavelmente a autoestima então vai sendo modelada a cada momento que o sujeito passa na vida, e quando sua autoestima se encontra baixa, existe a chance de fazer algo para mudar e se sentir bem consigo mesmo novamente.

Não tome medidas drásticas apenas se baseando no que socialmente é dito, ou no que você “julga” ser o certo. Quando tiver dúvida, procure ajuda de um especialista.

Em outras palavras, a autoestima não é algo que você constrói uma única vez, e seguirá pelo resto da vida. Mas sim, se constrói diariamente, na medida em que aprende sobre você mesmo, estará mudando a sua autoestima, modelando-a para cada momento em que vive. É um aprendizado constante.

Chega-se a conclusão que a autoestima só está envolta à temática de beleza e aspecto físico. “Minha autoestima é baixa, porque eu estou acima do peso”, “não gosto do meu corpo, por isso tenho baixa autoestima”, “não gosto de mim mesma, porque não consigo mudar minha rotina de alimentação”. Os discursos são variados.

Acredito que esse assunto rende muitos debates e discussões. Caso você seja estudante de psicologia, recomendo que explore tal tema. Tem muitos campos a serem descobertos (auto estima masculina, auto estima no pós parto, auto estima relacionada com a depressão, auto estima relacionada aos transtornos alimentares, etc.).

Espero que tenham gostado, e até o próximo post 😉

➵ Fontes

Bullying: auto-estima e diferenças de gênero – Cláudia de Moraes Bandeira, 2009
Como entender a vaidade feminina utilizando a autoestima e a personalidade – Avelar e Veiga, 2013

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