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Coisas que odiava na adolescência e hoje amo

coisas que odiava na adolescência e hoje amo

Na medida em que crescemos, mudamos nossa percepção acerca que nós mesmos. É interessante refletir sobre como passamos por esse processo de maneira tão natural, que sequer percebemos. Veja quais foram as coisas que odiava na adolescência, mas que hoje amo.

Por isso resolvi compartilhar aqui a minha experiência. Espero que você, leitor, também pense e se dê conta do quanto mudou (e evoluiu) durante os últimos anos.

Caso você seja um adolescente ainda, te digo que essas mudanças virão em breve.

O principal motivo de eu fazer esse post veio de uma simples conversa com a minha família no almoço, enquanto comíamos macarrão. Antes eu detestava queijo ralado, e esse dia eu resolvi colocar uma boa quantidade no meu macarrão. Meus pais estranharam tanto que perguntaram “desde quando você gosta de queijo ralado?”.

Eu parei por uns instantes e respondi com simplicidade “estou ficando velha, então meus gostos estão mudando também”. Claro que a parte do velha faz parte de uma piada interna, mas não deixa de ser verdade.

Chega de blablabla, e vamos ao que interessa!

Na adolescência odiava meu cabelo!

Digo, com toda a força no mundo, que essa rixa com o meu cabelo permaneceu até meus 19 anos, mais ou menos.

Gente era cada agonia.

Na minha adolescência começou aquela moda das meninas terem cabelos compridos e lisos. O meu cabelo era comprido, porém nada liso. Na verdade ele era cheio de frizz. Como eu detestava esse frizz.

Só que diferente das colegas de classe, eu não tinha a menor vontade de acordar 4h da manhã pra lavar cabelo, secar no secador e ainda passar a dita da chapinha. Muito menos sabia que conseguiria, pois meu cabelo era muito pesado e eu não sabia manusear a dita da chapinha.

Então cabelo liso estava fora de cogitação.

Durante o ensino médio desencanei disso e nem liguei pra aparência.

O problema voltou na faculdade. Na faculdade temos mulheres bem arrumadinhas, toda linda e logo a autoestima bateu na porta dando aviso de chegada. Até cogitei em fazer um procedimento de salão, mas ficar de 3 em 3 meses pagando mais de R$100,00 pra deixar cabelo liso não rolaria.

Ou seja, eu queria me sentir bonita, mas sem gastar dinheiro.

O que aconteceu para amar meu cabelo

Todo final de ano eu viajo com a família para visitar meu avô que mora no norte do estado do Paraná. Então é um ritual meu e de minha mãe irmos ao salão para cortar o cabelo um ou dois dias antes de viajarmos.

E quando vou cortar o cabelo nunca peço para cortar só as pontas. Eu mudo o visual pra valer.

O comprimento do cabelo que ficava nas costas sempre ia parar nos ombros. Depois de ter entrado na faculdade comecei a diminuir ainda mais o cumprimento.

Basicamente eu passava o dia inteiro no pinterest procurando cortes de cabelos curtos, e acabei encontrando um corte que me fez apaixonar de vez. Usando uma navalha pra repicar, a parte de trás fica mais curta enquanto na frente fica um bico.

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Quando cortei desse jeito, e comecei a pintar o cabelo, eu já nem ligava mais para essa coisa de deixar o cabelo liso. Mas foi aí que reparei… meu cabelo é liso por natureza.

Cinco segundos de uma pausa dramática.

Usando um corte mais curto o frizz se foi, então pude ver a beleza do meu cabelo. A partir desse momento para frente, eu tenho me dedicado cada vez mais á cuidar do meu cabelo.

Odiava minha pele cheia de espinha!

Pré adolescência inteira passando por problemas de espinha na cara. Tudo piora quando o ser humano que vos fala adora espremer algumas, á ponto de criar machucadinhos no rosto.

Minha mãe ficava horrorizada.

O maior motivo de eu odiar minha pele vinha da inveja que tinha das outras garotas que não tinham um sinalzinho na pele. Chegava a ser irritante o fato de eu sofrer com as benditas no rosto.

Tudo se torna ainda mais irritante quando as pessoas fazem sutis brincadeiras sobre isso.

Contudo, eu tinha noção de que as espinhas advinham de hormônios, e isso começou a passar quando fui ao ginecologista e ele me receitou um anticoncepcional.

Até deu uma diminuída, mas minha pele estava longe de ser linda e maravilhosa. Até porque eu sou um ser humano que tem excesso de ar no mapa astral, tenho baixa água no corpinho… é pele seca e falta de hidratação também prejudicam a pele.

Hoje em dia eu preciso me entupir de água (se deixar, passo um dia inteiro sem beber uma gota de água), e ainda umidificar o ar de vez em quando. Mas isso não está ligado somente ao fato de cuidar da pele por vaidade.

Problemas com pele seca vieram por um bem

Vou fazer um post só desse assunto, pois acho interessante compartilhar minha experiência e ajudar quem passa pelo mesmo problema que eu.

Mas em resumo entenda: tenho a pele seca, e como moro em um lugar frio e seco, minha pele ficou sensível e ressecada ao extremo. Tive que cortar vários produtos que uso para skincare e usar somente sabonete hipoalergênico e pomada pra resgatar a hidratação natural da pele.

Em paralelo usei o umidificador do quarto para aumentar a umidade do ambiente enquanto durmo. Durante o dia bebi água até dizer chega, até baixei um aplicativo para me avisar de hora em hora pra beber um pouco.

Fiquei tão focada em cuidar da pele, em correr atrás da saúde natural dela, que quando menos esperei me deparei com uma pele sem espinhas. Que alegria passar a ponta dos dedos pelo rosto e não sentir espinhas.

Maquiagem? Não é para mim… ou é?

Deve ser comum as meninas entrarem na pré-adolescência e gostarem de usar maquiagem. Mas eu não.

Algumas vezes me arrisquei em fazer, mas como não tinha alguém para me ensinar, então logo desanimei e deixei de lado.

Teve até uma vez que uma amiga minha me puxou no banheiro e me fez sentar na pia, só pra ela poder me arrumar. Eu era tão despreocupada com minha imagem no ensino médio que deveria estar incomodando minha amiga.

Mas isso nunca me incomodou, de fato… até eu entrar na faculdade.

Foi como dito anteriormente, mulheres bem arrumadas, femininas e cheias de glamour. Eu queria ser uma também.

Comecei a seguir algumas youtubers e comprei minhas maquiagens. Só sei fazer o básico, até porque essas mega produzidas não são minha praia.

E quando cheguei na faculdade com uma maquiagem bem leve, algumas colegas vieram até mim me elogiar, dizendo que eu estava bonita. Como aquilo me fez ficar vaidosa, a sensação foi tão boa que me desprendi das amarras e comecei a me olhar no espelho com outros olhos.

Uso maquiagem só pra sair, e ainda para aumentar a minha vaidade pessoal!


Leia também: Entendendo o conceito de autoestima | Cuide da sua pele seca no inverno


Conclusão de toda uma ópera

Basicamente todas as situações apontam para uma moral: o que me incomodava envolvia a inveja das outras garotas, e eu nunca tinha parado para perceber como meu corpo funcionava.

Quando me desprendi da inveja e passei a cuidar de mim mesma genuinamente, consegui ver a beleza natural que tenho. E para isso tive apenas cuidar de mim com sinceridade. Aprendendo a forma como meu corpo se comporta, eu busquei por meios (cosméticos, maquiagem, etc.) que fossem adequados para mim.

Então se você está incomodada com algo em si, reflita se isso não é por desejar algo do outro. Olhe para si mesma e se dê a chance de conhecer como sua personalidade e biologia funciona.

Garanto que os resultados serão bem satisfatórios.

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