plot points
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Plot poins: outra forma de estrutura

No último post voltado para escrita, eu tinha falado sobre a estrutura dos 3 atos que o autor Bruno Crispim comenta em seus livros. Então hoje irei falar sobre os plot points, que o mesmo autor ensina também. 

  Como no post anterior,a intenção é buscar outros referenciais – sites, blogs que falem do tema – para podermos incorporar um pouco mais a explicação de forma que se torne mais compreensível a nós.

  Não é um tema difícil, na verdade é bem simples, porém cada um deles carrega grande importância. Vamos lá?

  Essas técnicas são bastante utilizadas em roteiros de filmes e séries. Porém, elas também são importantes e adaptáveis para os livros. Algumas histórias constroem seus roteiros cercado nesses plot points, porém não sabem da existência deles. Como se fizesse inconscientemente. Pelo menos, já aconteceu comigo em algumas histórias minhas.

   Você saber que essa estrutura existe, permite você planejar suas cenas com mais atenção, tomando cuidando em evitar a incoerência. Sem falar que queremos que nossas histórias sejam completas, despertem interesse e emoções no leitor. Para quem tem dificuldade em planejar enredos, então essas técnicas são de imensa ajuda. 

Incidente Incitante

  De forma resumida, podemos entender que é uma cena que serve como um empurrãozinho para a história acontecer. Isso porque até então a vida do personagem principal está em equilíbrio, seguindo um fluxo normal. O incidente que ocorre incita o começo da história que você quer contar ao seu leitor.

  É justamente para quebrar esse equilíbrio, mostrando ao personagem que algo mudou e que ele está envolvido em uma situação tensa. Por exemplo, no filme da Netflix “Para todos os garotos que amei”, o incidente incitante é quando as cartas que Lara Jean escreveu para seus crush some. 

“O incidente incitante deve ser localizado no começo da história, mas só quando estiver maduro. O que significa estar maduro? A apresentação da história ser suficiente para que o evento tenha relevância” (Além do roteiro).

  Segundo Crispim, o incidente incitante ocorre no final do primeiro ato. Outros dizem que podem ocorrer no começo do primeiro ato. Perceba que ele é introdutório, por isso é feito logo na primeira parte do enredo.

   Isso porque algumas pessoas levam entre um ou dois capítulos para contar ao leitor como que é a vida do protagonista, e apresenta o mundo em que ele vive. Devidamente apresentados ao leitor, o incidente que colocará a história em movimento começa. Se essa parte vai acontecer no começo, ou no final do primeiro ato, irá depender de você.

    Levando em consideração livros de gênero fantasia, onde alguns autores criam um mundo novo com criaturas diferentes, é preciso mostrar ao leitor de forma que ele comece a se acostumar com esse mundo imaginário fantasioso. Como é algo fora da realidade, então essa introdução é necessária antes que o incidente ocorra. 

Lock In

  Essa foi um plot point apresentado por Bruno Crispim,  que surpreendentemente não encontrei nenhuma outra fonte que fale sobre isso.

  Resumidamente, é a parte em que prende o protagonista na aventura que está para iniciar. É o momento em que ele está preso em seu destino e não terá mais volta. Ele toma a decisão de embarcar naquela aventura.  Colocando em um exemplo do próprio autor, seria a parte em que Harry Potter atravessa, pela primeira vez, a parede tendo de acreditar na magia. Ao atravessar, sua jornada começa.

“Acontece quando o protagonista aceita as mudanças trazidas pelo incidente incitante e, de fato, inicia a sua jornada” (Bruno Crispim).

  O lock in ocorre como uma transição do primeiro ato para o segundo ato, dando inicio a maior parte do enredo onde a história central é contada. 

Mid Point

  Encontrando no meio do segundo ato, o mid point vem para agitar as coisas e deixar o enredo mais sério. Aqui a tomada de decisão do personagem acarreta em consequências.

  O protagonista poderá uma falsa derrota ou uma falsa vitória que provocará uma reviravolta mais para frente. Bruno Crispim ainda diz que é necessário que o mid point esteja ligado ao final do enredo.

“Quando este [final da obra] for ‘feliz’, mid point tende a ser negativo. E vice-versa”.

   Vamos supor que o protagonista, até este momento do enredo, tenha ganhado várias batalhas e progredindo com seu objetivo. O mid point vem então com uma surpreendente derrota. Assim o protagonista irá tomar a decisão de continuar ou não, e levará em conta os riscos.

   Essa parte é interessante, pois o protagonista já tem consciência do problemas, riscos e desafios que ele poderá enfrentar. Diferente do que acreditava entre o incidente incitante e o lock in. Então sua tomada de decisão será mais consciente. 

Clímax

  Considerado o ponto principal da história, é aquele momento que gera mais tensão. Se tratando de batalhas, é o momento em que protagonista e antagonista precisam se enfrentar.

  O protagonista pode se ver sozinho, com companheiro derrotados e uma leve desesperança de ser capaz de dar conta de cumprir o objetivo. Porém, suas forças podem se renovar, sendo mostrado a força verdadeira que ele tem.

  Dependendo do enredo, o clímax acaba por surgir literalmente no terceiro ato, ou então no final do segundo ato.

Conclusão

  Os plot points nos ajudam a estruturar a história e as cenas que queremos por. Se você começar por aqui, pode ser que consiga ver como que sua história começa, segue e termina.

   Não se esqueça que o leitor poderá se identificar com o protagonista, por isso o clímax acaba sendo tão tenso, pois é o momento em que torcemos para que tudo ocorra bem.

   Espero que tenham gostado e até o próximo post 😉

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