Os Rokesbys – Julia Quinn

Os rokesbys

Em breve estaremos fazendo a contagem regressiva para a série da Netflix “Os Bridgertons”. Enquanto não temos uma data prevista para iniciarmos nossos surtos, vamos dar continuidade aos livros da nossa rainha, Julia Quinn.

  Antes dos Bridgertons, tivemos os Rokesby. É uma família que, pelo o que notei, era bem próxima dos Bridgertons. Infelizmente não tivemos tanta visão do romance de Edmund e Violet.

   Vamos conhecer as histórias então.


Livro 1 – Uma dama fora dos padrões.

Sinopse: “Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados…  Esta não é uma dessas vezes.

  Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito… algum dia.

  Às vezes você se apaixonada exatamente pela pessoa que acha que deveria…  Ou não.

  Há apenas um irmão Rokesby que Billie simplesmente não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente.

  Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso…

  Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de faísca começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver”

O que achei

   O livro em si tem uma abordagem diferente, você sente isso quando começa a ler. A dinâmica do casal, apesar de ser já conhecida nos livros de Julia Quinn, parece mais suave e menos tempestuosa.

   Digo isso pois não tive a impressão de que Billie e George fossem cão e gato. Na verdade, o romance fluiu tão leve e natural, quando menos se espera lá está ele.

   O que inovou aqui foi a cena de ciúmes. Essa cena foi sensacional! A Billie percebe que a dama (pra não chamar a personagem de outros nomes feios), está se atirando descaradamente pra cima do George, e ela não esconde o ciúmes.

   Da mesma forma, ele o faz. Apesar de jogar a desculpa de que os dentes do cara eram perfeitos demais. Mas George sabe que não é isso.  Então nesse quesito foi bem diferente.

  A personalidade de Billie chama bastante atenção, principalmente por levarmos em consideração o ano em que a história se passa. Ela gostar de usar calças é o auge! Ela ter conseguido driblar a mãe, também é o auge! Ela trabalhar com o pai é sensacional, sem palavras.

  Então, de forma resumida, o livro trás personagens e romances que se diferenciam – de certa forma – dos Bridgertons que conhecemos. Ao mesmo tempo, temos cenas conhecidas.

Livro 2 – Um marido de faz de conta

Sinopse: “Enquanto você dormia…

  Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha nas colônias, Cecilia Harcourt tem duas opções igualmente terríveis: se mudar para a casa da tia solteira ou se casar com um primo vigarista. Então ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar de seu irmão pelo tempo que for necessário. Só que, após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela acaba encontrando seu melhor amigo, o lindo oficial Edward Rokesby. Ele está inconsciente, precisando desesperadamente de cuidados, e Cecilia promete salvar a vida desse soldado, mesmo que para permanecer ao lado dele precise contar uma pequena mentira…

  Eu disse a todos que era sua esposa…

  Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia Harcourt é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.

  Quem dera fosse verdade…  Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar completamente ao homem que ama. Mas quando a verdade vem à tona, Edward talvez também tenha algumas surpresas para a nova Sra. Rokesby”.

O que achei

  O segundo foi o meu favorito. A leitura dele simplesmente me ganhou por ser algo completamente diferente do que estamos acostumados. Aqui a pessoa não só é importante por conta do título da família, mas também por conta do seu cargo dentro do exército.

   Saímos do contexto urbano londrino para seguirmos até Nova Iorque, onde nos apaixonamos por um romance clichê. Uma mentirinha que acaba desencadeando em sentimentos reais, gostamos disso.

   O que mais chama a atenção é que notamos a ponta do que seria a vida de casados. Digo que foi uma ponta pois o livro se passa em outro país em meio de guerra, mistério sobre Thomas, e a falta de memória de Edward.

   Devo dizer que o romance dos dois começa antes do esperado, e isso descobrimos somente na reta final do livro – ou no meio dele. Edward é um personagem apaixonante, que demonstra ser um ótimo marido. Mesmo que questionasse sobre o seu casamento, ele percebia o quão atraído estava por Cecilia.

  Podemos ver isso em nossa protagonista também.

   Admito que eu esperava um outro caminho para a história, da qual Cecilia contasse a verdade para Edward e que os dois decidissem manter a fachada até descobrirem sobre Thomas. Isso faria o relacionamento surgir no meio da mentira de qualquer jeito, contudo o drama seria bem menor.

  Quando lemos esse tipo de conteúdo, já ficamos ansiosos para saber o que vai ser do casal quando Edward recuperasse a memória e descobrisse que Cecilia mentiu.

   Podem apostar, esse vai ser um dos motivos que também te tornará refém dessa obra de arte. 

Livro 3 – Um cavalheiro a bordo

Sinopse: “Ela estava no lugar errado…

  Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna.

  Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão.  Ele a encontrou na hora errada…

  Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico.

  No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher em sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela.

  Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo.

  Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?”.

O que achei

  Fico em dúvida sobre esse ou o anterior ser o meu favorito. Não há como negar, o terceiro livro trás o que mais gostamos, o casal brigando até se apaixonarem. Só que Julia Quinn fez em alto estilo ao adicionar um mar, piratas, segredos e sequestros.

  Esse também passa a ser um clichê literário, da qual a mocinha se apaixona pelo sequestrador. Só que é bastante delicado tratar do assunto, pois sabemos que a realidade não é fofa e encantadora, mas sim assustadora e temida. 

Então trabalhar com esse tema, pode ser bem complicado e gerar muitos tipos de discussões entre os leitores.

  Não é o caso desse livro, pois a autora usou a questão da pirataria como uma máscara. Ou seja, nosso protagonista é, de fato, o mocinho bom. Entendemos o motivo do sequestro, e sabemos – por já termos visto Andrew no primeiro livro – que ele não é das maldades.

   Seja por sua beleza, ou que for, Andrew não chegou a assustar Poppy. Então ela sente a liberdade de mostrar sua língua afiada e toda a inteligência que possuí para jamais sair por debaixo das palavras de Andrew.

   Convenhamos, acabamos de sair de um romance no meio de uma guerra e agora estamos em alto mar. Como não se apaixonar?

  O arco final do livro também foi novo nos livros de Julia Quinn, pois foi uma cena de perigo que ficamos tensos sem saber o que vai acontecer.

Quem irá os salvar? Mas tudo se resolve calmamente.

  Talvez possamos dizer que os Bridgertons tem em seu sangue algo que sempre os levará para os romances mais inusitados e clichês.  Que inveja, haha. 

Conclusão

  Sim, é diferente dos nove livros dos Bridgertons. A narrativa é mais suave e menos sedutora, pelo menos foi o que eu achei. Porém, os livros trazem um charme bastante peculiar pela qual jamais vi anteriormente em um romance regencial. A questão de homens trabalhando para a Coroa.

  No primeiro livro temos um herdeiro que não gosta de ser um herdeiro, que preferia ser como os irmãos e servir ao seu país. Nunca vi um personagem que refletisse de tal maneira.

   No segundo livro percebemos uma ponta de como é ser um soldado, naquela época. Edward perdeu a memória, e os seus superiores estavam sedentos por informações. Não que isso seja, de fato, uma novidade, mas em livros do gêneros é sim.

  Enquanto no terceiro, me senti dentro do filme animado Simbad. Não tivemos muito acesso em como funciona um navio, nem como os marujos trabalhavam, ficando focado apenas nas relações entre Andrew e Poppy. Só alguns capítulos mostravam Andrew no mastro, mas para mostrar que nem no trabalho ele deixou de pensar na moça.

  Julia Quinn inovou seus romances para um ambiente novo, mas ainda segurou a cordinha para manter uma familiaridade em suas palavras.

   Não importa qual livro você leia, perceba como as coisas simplesmente acontecem. As cenas de desfecho são leves que você nem nota quando elas acontecem.

    Os três livros são altamente recomendados, com certeza.

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