Os Bridgerton – Julia Quinn

Os Bridgertons

Mais um post de recomendação de livros, e dessa vez irei recomendar uma série de 9 livros! Se você gosta de romance regencial, estilo os de Jane Austen, mas com uma linguagem mais clara, então essa indicação é para você!

Sinopse: Violet tem uma vida perfeita. Esta casada com o homem que ama, a casa cheia de filhos, e além de tudo é viscondessa. No entanto, ela se vê perdida quando por uma fatalidade da vida ela fica viúva, e prestes a dar a luz ao seu 8° filho. Os anos passam, e agora, com todos seus filhos criados, tudo o que ela mais quer é ter a casa cheia de netos (Resenha dos sonhos).


Sobre os livros

  Os livros irão narrar a história romântica de cada um dos 8 filhos de Violet. Todos passam por experiências diferentes uma dos outros, e o tempo também é diferente de um e outro. Um exemplo disso são os caçulas Gregory e Hyacinth que no primeiro livro são crianças e no decorrer dos livros, vemos eles crescendo e logo tendo o próprio romance.

  É algo bem interessante de acompanharmos, pois enquanto lemos as vezes perdemos a noção do tempo para os personagens. E aqui cada romance acontece em um tempo espaçado (tirando o romance entre o quarto e o quinto livro, que me deu a impressão de serem seguidos).

    Então se você começar a ler os livros fora de ordem, então pode ser que receba um pequeno spoiler sobre quem fica com quem. Não que vá atrapalhar muito a história, mas pode ser que te bagunce um pouco a cabeça.

   Ainda não cheguei a ler o nono livro, pois não o comprei ainda – acabei me empolgando com outros livros e sabe como é. Contudo, o achei com facilidade em pdf e pelo começo que li, é bem interessante ver o futuro dos casais, com seus filhos e dia a dia acontecendo.

   Uma outra questão muito interessante, foi a criatividade de Violet e Edmund na hora de dar os nomes aos filhos. Por terem 8 filhos, os nomes foram dados em ordem alfabética em ordem de nascimento. Então o primogênito é Anthony, seguido de Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth.

  No entanto os livros se fora de ordem, sendo o primeiro o de Daphne, seguido de Anthony, Benedict, Colin, Eloise, Francesa, Hyacinth e Gregory.

Sobre os romances

  Eu adoraria falar de livro por livro, destacando os pontos altos e baixos de cada um, mas eu não me recordo de todos os detalhes. Apenas daqueles que reli com mais frequência.

   Então peço desculpas por qualquer falta de detalhes da minha parte, mas irei focar naquilo que me lembro.

   Devemos nos lembrar que a história se passa na Inglaterra regencial, por volta do ano de 1820. Nessa época os homens tinham os títulos como de conde, duque, visconde, barão etc.
  Como dito na sinopse, Violet é uma viscondessa, e quando seu marido morre após uma reação a uma picada de abelha (mais explorado o assunto no segundo livro), o titulo é passado para o filho mais velho, como segue o costume da época.

  Faço um parênteses para aqueles que desconhecem sobre o assunto. Na época os títulos e propriedades eram passados apenas para os homens. Caso o casal tivesse uma filha mais velha e um filho caçula, era o o caçula que herdaria o título e as posses. Caso a família não tenha um herdeiro masculino, então ficava para aquele de linhagem mais próxima, tipo um primo, tio, sobrinhos, etc.


  No caso do livro, o título de visconde ficou para Anthony. Por isso o personagem é bastante sério em algumas partes, e muito protetor com sua família – em especial as irmãs. Vemos ele já agindo com seriedade no primeiro livro, em relação a sua irmã Daphne que fora inserida na sociedade.

   Outro parênteses aqui, para aqueles que desconhecem os fatos. Na época, bailes eram comuns e as mamães casamenteiras viam como uma chance de mostrar os seus filhos para arranjarem bons casamentos – com pessoas que tem dinheiro e/ou títulos. As mulheres tinham que seguir moda, ter o peso ideal, saber falar e serem delicadas. Por isso elas aprendiam a tocar instrumentos ou a pintar.


   Vemos também a questão da libertinagem, que seria uma referência aos homens que gostam de sair com diversas mulheres, frequentar várias festas, mas ficar longe de compromissos sérios como um casamento. Isso deixa as mamães muito ansiosas, pois os libertinos parecem ser os que mais tem dinheiro e títulos, como Anthony.


   A família Bridgerton então é muito visionada, as pessoas querem que seus filhos se casem com um dos 8. Mesmo que o título seja do mais velho, os demais irmãos tem seu dinheiro e que não é pouco. Por isso quando fazem bailes ou participam de recitais, Violet tenta apresentar seus filhos para os pretendentes em potenciais.

Diferencial dos romances entre os irmãos.

  Como esperado, cada romance é diferente do outro, eu já disse isso. Mas quero mostrar a vocês o principal ponto que nos mostra isso.

  No primeiro livro, Daphne se vê apaixonada pelo amigo de seu irmão, que é um libertino e guarda um segredo que lhe aterroriza. Porém, depois de serem pegos em uma cena deveras constrangedora, Anthony demonstra seu lado “masculino” e desafia o amigo em um duelo após ver o duque de Hastings negar a pedir a mãe de Daphne em casamento.

   Quantas informações, não é? O que me chamou a atenção foi que deu a entender que essa questão de duelos já estava começando a deixar de ser uma prática comum na época. Como se fosse a ultima ideia a ser usada por alguém.

   Já no segundo livro, Anthony se torna o protagonista de um romance que ele jamais esperava vivenciar. Seus medos o impedem de se apaixonar, e por isso procura um casamento apenas adequado. Porém, se vê apaixonado pela pessoa que mais lhe tira dos nervos. E como isso se deve chamar carma, ele também é pego em uma cena constrangedora.

  O que chama a atenção no segundo livro é justamente por vermos que Anthony, aquele homem de tamanha responsabilidade e teor sério, ter seus próprios medos que chegam a lhe tirar dos eixos. Isso é muito interessante de se ver.

    No terceiro livro o romance de Benedict nos trás a história clichê de cinderela. Mas isso não nos impedirá de suspirar enquanto vemos a gentileza do segundo filho de Violet. E como se não fosse o bastante, descobrimos que ele tem um dom diferente do esperado. Suas pinturas é o que mais chama a atenção de sua esposa.
   E esse é o diferencial. Não vemos os homens tendo talento diferente do que é esperado. Benedict não tem uma família para cuidar, ou tamanha responsabilidade que seu irmão. Porém ele encontra algo pela qual ama e se dedica: a arte.

  O quarto livro nos mostras os medos envolvidos aos segredos de Colin. Suas viagens para fugir das tentativas de sua mãe lhe encontrar uma esposa, rendem um futuro que jamais pensou em fazer antes. Porém, para ele admitir que a escrita é o seu dom, custou muitas discussões com a “amiga da família”, que mais tarde seria a sua esposa.

   Guardo qualquer comentário sobre esse livro para depois.
  O próximo livro é de Eloise, que adora escrever cartas e se corresponder com as pessoas. Apesar de já ter se declarado uma solteirona – para o desespero de sua mãe – ela foge para conhecer Sir Philip, um viúvo. O rapaz era casado com uma prima distante da moça, mas esta veio a falecer. Desde então Eloise se corresponde com ele, e então toma a decisão de conhecê-lo pessoalmente.

   Para os fãs da série, esse livro rendeu a cena épica dos irmãos indo atrás de Eloise, invadindo a casa de Sir Philip, e tudo virando uma completa bagunça. Vale a pena conferir.

   O livro seguinte conta o romance de Francesca, que foi a primeira Bridgerton a se casar, porém ficara viúva cedo. Não tendo filhos e ainda triste por sua perda, ela percebe a chance de viver o amor pela segunda vez. O primo de seu falecido marido guarda uma paixão estarrecedora, que agora chega a transbordar.

  Um diferencial com certeza, e ainda tem a questão conflituosa que isso gera. Afinal, poderia ele ficar com Francesca? A esposa de seu primo querido? Com certeza é um tipo de enredo que prende nossa atenção.

   Em seguida temos o mistério e ação, de forma sutil claro. Hyacinth é a protagonista do romance, e sendo do jeito que é, Anthony se vê agradecido em ver a irmã caçula com alguém. Outra cena épica. O mistério de um diário italiano é capaz de unir duas pessoas, e destacar o charme de uma moça que não segue os padrões da época.

   Já no último livro, Gregory junta forças com a amiga de sua pretendente. Ao se ver encantado pela beleza da moça, ele tenta conquistar e para isso conta com a melhor amiga dela. Porém, ele acaba se apaixonando pela amiga – que infelizmente já está prometida em casamento.

   O que chama a atenção é justamente tentarmos pensar o que Gregory vai fazer. Afinal, a mulher que ama está em uma situação delicada.

Pontos positivos do livro

   Pode esperar por muitos bailes, cenas inesperadas, brigas e conflitos. Mas tudo isso surge em forma de bom humor e romântico. Não espere por uma linguagem dificil, muito bem pelo contrário, Julia Quinn manteve a classe das palavra, mesmo tornando o linguajar acessível para a nossa época.


   O que mais me chamou a atenção foi o quarto livro. Li e reli mil e uma vezes, e ainda irei reler e com muito gosto. Porém, todas as moças/ e moços/ que irão se juntar a família Bridgerton, contém personalidades ótimas e tem muito a agregar em suas respectivas histórias.


   Adoro ler livros em que os personagens se apaixonam por quem menos esperam. Vemos isso com Anthony e Gregory, e simplesmente parece que to comendo meu doce favorito.


  É comum vermos nos livros, também, que os personagens contém seus conflitos pessoas, seus demônios. E eles superam isso. É uma característica da escrita que devemos sempre nos atentar. Se você é escritor e não sabe como empregar um defeito em seu protagonista, recomendo a leitura desses livros – em especial o primeiro, o segundo e o quarto.


  Outro charme que temos no livro é a famosa coluna de fofocas. No jornal entregue de manhã, há uma colunista que não mede as palavras, e fala o nome de todos os envolvidos em escândalos. Gosta de falar dos irmãos que estão fugindo das mamães casamenteiras, e dos vestidos das moças. Porém, sua identidade é um grande mistério.


   Ninguém sabe quem é a lady Whistledown, e nem como que ela consegue as informações. Mas todos gostam de suas fofocas, mesmo que odeiam quando ela fala deles mesmos.


  O amor e o carinho que os irmão sentem um pelo outro é de dar inveja. Eles são brincalhões, mas na hora de dar a bronca, eles não temem o perigo de Anthony querer matá-los. E acredite, quando há uma partida de pall mall, já sabemos que alguém vai querer acabar com o nosso visconde.


   O envolvimento deles como família é lindo e charmoso. Você se sentirá encantado por isso.

Concluindo

   Não tem como não amar os personagens desses livros, eles são cativantes. O meu livro preferido é o quarto, com o romance entre Colin e Penélope. Me identifiquei com os dois, adorei as revelações do livro, ver um lado do Colin que ninguém imaginou que ele teria. Sem falar que estamos falando de um romance clichê, amores platonicos. Amo isso.


   Todos os personagens se desenvolvem em suas histórias, e eu amei acompanhar isso. Aguardamos ansiosamente pela série feita pela senhora Netflix. Estamos sempre surtando com cada spoiler que os atores lançam em suas redes sociais, e estamos fazendo contagem regressiva para a estreia no próximo ano.

  O post ficou imenso, pode ter sido cansativo de ler, peço desculpas. Mas não tem como não surtar com essa série de livros. E você pensa que acabou por aqui? Nada disso, futuramente trarei outra série de livros de Julia Quinn!

Espero que tenham gostado, e até o próximo post!

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